Participei ontem da Corrida União Européia, minha segunda corrida.
E pela segunda vez, esputefato (que palavra mais antiga, essa), ví um monte de copos de água jogados pela pista.
Eu não sei se sou novo no esporte e ainda vou me acostumar com isso ou se, sendo novo, deveria trazer um alerta aos que, já experientes, não têm mais o olhar crítico para esse fato.
Talvez seja normal se beber a água e jogar o copinho no chão, mas não seria melhor se os jogássemos fora da pista, em respeito aos demais corredores que vêem atrás de nós?
Além de uma questão de cidadania, é também uma questão de consciência. E aqui cito 3 consciências básicas:
A consciência imediata de que alguém, próximo a nós, que curte o esporte, pode tropeçar nesse copo e acabar caindo.
A consciência periférica ao evento, dando mostras de que sei cuidar da minha cidade. De que sou cidadão e sei jogar o lixo no lugar certo. Olha, até não estou propondo se jogar o copinho numa lixeira (que já poderia estar colocada alí, estratégicamente, sob o patrocínio de uma empresa cidadã ), mas pelo menos não jogar na pista.
A consciência ampla, de uso consciente do planeta, de respeito ecológico, usando aquele momento como demostração de propósito, de bons costumes.
Somos desportistas, queremos saúde, queremos um mundo melhor. Por que, então, não darmos o exemplo?
Tem muita empresa patrocinando atletas. Por que não instruí-los para que dêem o exemplo. Para que mostrem que ele e a empresa que o patrocina cuidam do meio ambiente?
E os sites de inscrições? Eles poderiam estampar banner, promover uma campanha, se engajar nessa mudança de postura.
O SLU também poderia, ao final de cada prova, nos dar uma estatística. Quantos copinhos recolhidos, quantos dentro da lixeira, quantos fora. Vamos por fatos e dados nessa campanha, e vamos nos superar a cada evento.
Também vi muitos fotógrafos instalados na chegada, mas poderia ter alguns no trecho que distribui água, para pegar uns flagrantes, comprar a idéia e promover uma mudança positiva no esporte.
Vamos começar isso, gente. É importante, é urgente, é legal. E, mais do que tudo, é muito fácil.
Basta querer.
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segunda-feira, 11 de maio de 2009
Copos na Pista
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domingo, 5 de abril de 2009
A Saga de Hermes

Hermes sempre esteve presente na minha vida.
Desde há muito, na infância, no tempo do primário, quando usava uma borracha da marca Mercury, que tinha uma sandália alada como símbolo.
O simbolo e a saga de Hermes sempre me acompanharam.
Já na fase adulta, estudando o esoterismo, e na fase entre colunas, descobri o CADUCEU.
Hoje estive na minha primeira Maratona. A 10a. Meia Maratona de Brasília.
Uma festa fantástica. Muita energia, muita alegria, e muita, mas muita superação.
E Hermes esteve comigo, me trazendo antigas lembranças.
É incrível ver o ser humano se superar, seja pelos cadeirantes que participaram, seja pelas pessoas que demonstravam no corpo o cansaço do trecho percorrido, mas nos olhos a determinação para superar os quilômetros faltantes.
Homens, mulheres, jovens, velhos, gordos, magros, musculosos, raquíticos, mas todos, todos heróis.
Consegui um bom resultado:
Baixei em um minuto meu tempo por quilômetro;
Reduzi em quase nove minutos meu tempo no percurso;
Mantive meu batimento dentro da faixa padrão.
Não coloco aqui os números, porque eles podem ser aquém ou além, se comparados a outro atleta.
Essa é a beleza da Maratona. É você com você mesmo.
Você se superando a cada metro, a cada passada, a cada momento.
E aí eu volto ao simbolismo de Hermes.
Ele representa o mensageiro, o intérprete da vontade dos deuses.
E é o que acontece numa maratona.
É você, divindade, dizendo ao seu corpo para ir adiante, para ir em frente, para superar o momento e sublimar, evoluir, prosperar e.... vencer.
Vencer não os outros, não a prova, mas vencer a si mesmo, o que é bem mais difícil, e bem melhor, não acha?
Parabéns a todos que participaram!!!
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sábado, 4 de abril de 2009
Que venham as Maratonas
Sábado à noite.
Eu aqui, em casa, me preparando para amanhã.
Não sei quando começou. Acho que nas férias de janeiro.
Levei minha bike na viagem e quase não a coloquei nas trilhas.
Ora por não conhecer a região, ora por não ter parceiros para o pedal.
Sair sozinho era arriscado.
Viajei com os amigos e um deles gostava de correr.
Há 16 anos que ele corre. Aqui e no exterior.
Um cara de 4 tênis, roupas da Trackfields e um coração de ouro.
Um amigo desses para se ter para sempre.
Eu falei que ele corre? Põe "corre" nisso.
Eu animei, e corremos um ou dois dias em frente ao hotel na Argentina.
Desvia de um cachorro aqui, um mendigo alí e pronto, estava terminada a corrida do dia.
Ele? Dava umas 5 voltas, enquanto eu terminava a minha segunda e última. Coração na boca.
Depois foi no Espirito Santo. Cada um levou a sua bike. No quarto elas estavam, no quarto ficaram.
Mas ele levou o equipamento de corrida, e todo dia pela manhã eu e a turma nos acomodávamos numa barraca em frente ao mar para ver o Zé passar. E ele passava prá cá e prá lá, até completar seus 5 ou 10 km, na areia mesmo.
Bebíamos muita cerveja, e parte da culpa era dele. A gente ficava suado e com sede só de ver o Zé passar.
Quando foi em março, aniversário em Goiânia.
O que a turma decidiu? Correr no Parque Vaca Brava.
Todo mundo ia, eu fui também, e fiz meus primeiros 4 km.
Uma perdição, porque gostei demais. O Zé é que não gostou, porque de maratonista profissional virou técnico de principiante.
E não é que ele correu perto de mim os infinitos 4 km que eu fiz. Dando dicas e ensinando truques.
Pronto. Virei corredor. Daqueles de 2 tênis, 3 shorts, 4 camisas e 5 meias. Ah! tenho um boné também.
Tá pensando que é só isso? Já estou inscrito para minha primeira Prova de 7 Km.
Quando?
Amanhã!!!!! Socorro!!!!!
Eu aqui, em casa, me preparando para amanhã.
Não sei quando começou. Acho que nas férias de janeiro.
Levei minha bike na viagem e quase não a coloquei nas trilhas.
Ora por não conhecer a região, ora por não ter parceiros para o pedal.
Sair sozinho era arriscado.
Viajei com os amigos e um deles gostava de correr.
Há 16 anos que ele corre. Aqui e no exterior.
Um cara de 4 tênis, roupas da Trackfields e um coração de ouro.
Um amigo desses para se ter para sempre.
Eu falei que ele corre? Põe "corre" nisso.
Eu animei, e corremos um ou dois dias em frente ao hotel na Argentina.
Desvia de um cachorro aqui, um mendigo alí e pronto, estava terminada a corrida do dia.
Ele? Dava umas 5 voltas, enquanto eu terminava a minha segunda e última. Coração na boca.
Depois foi no Espirito Santo. Cada um levou a sua bike. No quarto elas estavam, no quarto ficaram.
Mas ele levou o equipamento de corrida, e todo dia pela manhã eu e a turma nos acomodávamos numa barraca em frente ao mar para ver o Zé passar. E ele passava prá cá e prá lá, até completar seus 5 ou 10 km, na areia mesmo.
Bebíamos muita cerveja, e parte da culpa era dele. A gente ficava suado e com sede só de ver o Zé passar.
Quando foi em março, aniversário em Goiânia.
O que a turma decidiu? Correr no Parque Vaca Brava.
Todo mundo ia, eu fui também, e fiz meus primeiros 4 km.
Uma perdição, porque gostei demais. O Zé é que não gostou, porque de maratonista profissional virou técnico de principiante.
E não é que ele correu perto de mim os infinitos 4 km que eu fiz. Dando dicas e ensinando truques.
Pronto. Virei corredor. Daqueles de 2 tênis, 3 shorts, 4 camisas e 5 meias. Ah! tenho um boné também.
Tá pensando que é só isso? Já estou inscrito para minha primeira Prova de 7 Km.
Quando?
Amanhã!!!!! Socorro!!!!!
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