Fui ver "O Leitor".
O filme é fiel ao livro. E o livro é bem escrito.
Não gostei mesmo foi da mensagem que o filme nos traz.
O filme é muito bem feito e os atores, sensacionais.
Aliás, Kate Winslet é fenomenal. Merecia mesmo o Oscar.
Suas expressões, sua postura, realmente fantástica a sua atuação.
Mas, por que não gostei da mensagem?
O personagem Michael Berg destroi tudo com sua "mágoa intransponível".
E depois dela, passa a viver a vida de uma forma pequena,
achando que sua dor é a maior dor do mundo.
Ele não consegue superar os reveses e para no tempo, se fecha, morre para o mundo.
É como o sujeito do famoso poema de Drummond:
"No meio do caminho tinha uma pedra,
tinha uma pedra no meio do caminho".
O sujeito é tão babaca que não consegue superar isso,
não consegue curtir a caminhada, não consegue ver nada além do fato de que
tinha uma pedra no meio do caminho.
Quando a gente chega ao mundo, deve fazer por merecê-lo.
Se fechar ao menor contato com a dor é ser muito pequeno, muito egoísta.
Mas se você quer fazer, que o faça sem levar outros com você.
Acho que a mensagem (tanto do livro quanto do filme)
seria válida se apresentasse uma atitude dessas
para criticá-la, para criar um contraponto. Mas isso não acontece.
Essa mesma atitude foi difundida em "Quem quer ser um milionário" (clique aqui para ler o post).
A vida não é sempre boa. Coisas ruins acontecem com todas as pessoas.
Alguns nascem orfãos, outros perdem os pais bem cedo.
Amores chegam e se vão. Não somos donos de nada.
Mas, acredito, temos a missão de nos tornarmos melhores.
E ser melhor é fazer o correto, é agir de forma responsável.
E o personagem não o fez nas quatro oportunidades que teve:
- quando no tribunal, denunciando sua condição de analfabeta;
- quando na penitenciária, marcando a visita e não comparecendo;
- quando ela pede que ele escreva, e ele se limita às fitas;
- quando no refeitório, fugindo ao contato e sendo frio.
Ela, Hanna Schmitz, poderia se esconder por detrás de toda a sua pouca cultura e escolaridade.
Ele não. Tinha família, estudos e convivia socialmente.
Ele só precisava superar, e não o fez. Não conseguiu.
Bernhard Schlink é o autor do livro. É um dos ícones da atual literatura alemã.
Talvez seja o seu estilo, a sua forma de "chacoalhar" o mundo.
Eu preferiria sair de um filme de uma forma mais elevada, querendo ser melhor,
ao invés de já me sentir melhor, por ter princípios e valores maiores dos que me são apresentados no livro e no filme.
Bernhard Schlink também é autor de "O Outro", já transformado em filme.
O filme " O Leitor" é bom? Não sei lhe dizer.
Assista e me mande sua opinião.
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domingo, 7 de junho de 2009
O Leitor
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
Não nascemos prontos 3..
Se está gostando, aqui está a parte 3 da palestra do Professor Cortella.
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
Não nascemos prontos 2...
Continuando a palestra do Professor Mário Sérgio Cortella.
Se ainda não viu a primeira parte, volte um pouco nos Post que você a encontrará.
Se ainda não viu a primeira parte, volte um pouco nos Post que você a encontrará.
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domingo, 31 de maio de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Não nascemos prontos...
Esse vídeo é do Professor Mário Sérgio Cortella. Vale a pena "perder" um pouco de tempo nele.
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
Princípio prá quem tem Princípios.
Queria usar essa questão dos Copos na Pista para comentar uma outro ponto, muito importante: O Princípio.
Não a Gênese, a Bíblia, o Verbo.
O Princípio Moral, o Princípio de cada um, o ingrediente maior do qual são feitas as pessoas, o adamantium do Volverine.
Você percebe as pessoas pela forma como elas se envolvem ou não nas questões coletivas.
Porque, para as questões pessoais, cada um tem sua motivação. Agora, quando se trata do coletivo, poucos, muito poucos se envolvem. É aí que se separam os meninos dos Homens.
Vamos aos fatos.
Quando vi o tanto de Copos na Pista me lembrei das salas de cinema, das esperas de Metrô, das Rodoviárias. Tudo tão sujo. Piso, banheiros, uma vergonha.
Mas isso é reflexo do povo e, nesses lugares, as pessoas não têm rosto. A gente não sabe quem ajudou a sujar e quem foi bom cidadão (ou cidadã, é claro).
Agora, numa pista de corridas esperamos encontrar pessoas mais esclarecidas. Mais voltadas para a saúde, do corpo, da mente, da alma, da cidade e do planeta.
Desportistas são mais ligados nessas questões. Então, pensei que seria um bom começo.
Se a gente consegue erguer um movimento em prol da PISTA LIMPA, CONSCIÊNCIA LIMPA, vamos, aos poucos, levando isso para outros lugares.
Pois não tive dúvidas. Pensei numa estratégia e começei logo na segunda-feira bem cedo.
Fiz pesquisas no Google, lí o que já haviam escrito, vi fotos, e mesmo achando que isso já começou em muitos lugares e não foi prá frente, decidi arriscar.
Falei prô Zé, meu irmão, amigo, treinador e ele me disse: - Vai em frente!
E eu perguntei: - Mas você, que corre há muito tempo, não se incomoda com isso?
E ele, sabiamente disse: - JB, o rei está nú. A gente corre há tanto tempo que já incorporou isso à paisagem. Não percebe mais. Mas você está certo, isso poderia ser diferente.
E eu mantei vários emails.
Mandei um para um cara que eu admiro, cidadão honorário de Brasília, grande empreendedor, corredor e patrocinador de atletas. Logo recebi sua resposta: - Conte comigo.
Que alegria!!! Estava combatendo o bom combate e tinha um aliado de peso. Um cara que é formador de opinião. Que, mais do que eu, pode fazer as coisas acontecerem.
Mandei também para um empresário, dono de um site e de lojas de esporte. Grande retorno também. - JB, conta com a gente!!!
E foi assim com o pessoal da CEF, amigos, parceiros, etc. A corrente começa a se formar ou, sem a pretensão de ser dono de nada, volta a se fortalecer em prol da cidade, do país, de Gaia.
Mandei também para uma corredora e blogueira lá de BH. Não recebi nada de volta. Achei que, pelo seu Blog, seus princípios indicavam que ela ia aderir de imediato. Errei feio.
Mas é isso. O princípio é prá quem tem Princípios.
Abraço a todos.
Não a Gênese, a Bíblia, o Verbo.
O Princípio Moral, o Princípio de cada um, o ingrediente maior do qual são feitas as pessoas, o adamantium do Volverine.
Você percebe as pessoas pela forma como elas se envolvem ou não nas questões coletivas.
Porque, para as questões pessoais, cada um tem sua motivação. Agora, quando se trata do coletivo, poucos, muito poucos se envolvem. É aí que se separam os meninos dos Homens.
Vamos aos fatos.
Quando vi o tanto de Copos na Pista me lembrei das salas de cinema, das esperas de Metrô, das Rodoviárias. Tudo tão sujo. Piso, banheiros, uma vergonha.
Mas isso é reflexo do povo e, nesses lugares, as pessoas não têm rosto. A gente não sabe quem ajudou a sujar e quem foi bom cidadão (ou cidadã, é claro).
Agora, numa pista de corridas esperamos encontrar pessoas mais esclarecidas. Mais voltadas para a saúde, do corpo, da mente, da alma, da cidade e do planeta.
Desportistas são mais ligados nessas questões. Então, pensei que seria um bom começo.
Se a gente consegue erguer um movimento em prol da PISTA LIMPA, CONSCIÊNCIA LIMPA, vamos, aos poucos, levando isso para outros lugares.
Pois não tive dúvidas. Pensei numa estratégia e começei logo na segunda-feira bem cedo.
Fiz pesquisas no Google, lí o que já haviam escrito, vi fotos, e mesmo achando que isso já começou em muitos lugares e não foi prá frente, decidi arriscar.
Falei prô Zé, meu irmão, amigo, treinador e ele me disse: - Vai em frente!
E eu perguntei: - Mas você, que corre há muito tempo, não se incomoda com isso?
E ele, sabiamente disse: - JB, o rei está nú. A gente corre há tanto tempo que já incorporou isso à paisagem. Não percebe mais. Mas você está certo, isso poderia ser diferente.
E eu mantei vários emails.
Mandei um para um cara que eu admiro, cidadão honorário de Brasília, grande empreendedor, corredor e patrocinador de atletas. Logo recebi sua resposta: - Conte comigo.
Que alegria!!! Estava combatendo o bom combate e tinha um aliado de peso. Um cara que é formador de opinião. Que, mais do que eu, pode fazer as coisas acontecerem.
Mandei também para um empresário, dono de um site e de lojas de esporte. Grande retorno também. - JB, conta com a gente!!!
E foi assim com o pessoal da CEF, amigos, parceiros, etc. A corrente começa a se formar ou, sem a pretensão de ser dono de nada, volta a se fortalecer em prol da cidade, do país, de Gaia.
Mandei também para uma corredora e blogueira lá de BH. Não recebi nada de volta. Achei que, pelo seu Blog, seus princípios indicavam que ela ia aderir de imediato. Errei feio.
Mas é isso. O princípio é prá quem tem Princípios.
Abraço a todos.
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