"As pessoas não são nossos espelhos.
As pessoas, são nossos limites."
Valéria Abdalla
"Nosso inferno é o outro"
Sartre
Ser é respeitar!!
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
Mais uma vez..
Toda manhã conversamos.
Já virou rotina. Acordo, e já encontro um monte de Bom Dia pelo meu MSN.
É incrível como a gente se apega quando existe carinho.
Já diziam prá mim: - Não precisa muito, apenas que seja sincero.
É verdade.
A gente conversa sobre tudo. Sobre o mundo.
Mas gostamos mesmo é de conversar sobre nós dois.
Cada um fala de si. Do que é, do que gosta, de onde veio, prá onde vai.
Dos sonhos que a gente tem, dos medos que nos perseguem, da vida que flui.
Quando teclo com ela é como se eu me colocasse em frente a mim mesmo.
Penso, reflito, me enxergo melhor.
Sei o que sou, e o que quero ser.
Acho que amizade é isso. É a gente fora de nós.
É alguém que nos olha com os olhos da nossa mãe.
Alguém que diz que não doeu tanto, que precisamos cortar as unhas, que o cabelo está grande.
Que sabemos nos vestir, que aquela roupa ficou bem em nós, etc. etc.
Amigos nos permitem ser como nós somos. Nem melhor, o que levaria à frustração do amigo, nem pior, o que levaria a nossa frustração, ao descobrir que alguém nos vê menor do que somos.
Amigos nos vêem na medida certa, e sempre querem que a gente seja mais. Que a gente se supere, que a gente vença, seja forte, ame de verdade, atinja nossos objetivos.
Por isso que, a cada manhã, acordo e digo prá mim mesmo:
- Serei feliz, mais uma vez. E corro prô micro.
Já virou rotina. Acordo, e já encontro um monte de Bom Dia pelo meu MSN.
É incrível como a gente se apega quando existe carinho.
Já diziam prá mim: - Não precisa muito, apenas que seja sincero.
É verdade.
A gente conversa sobre tudo. Sobre o mundo.
Mas gostamos mesmo é de conversar sobre nós dois.
Cada um fala de si. Do que é, do que gosta, de onde veio, prá onde vai.
Dos sonhos que a gente tem, dos medos que nos perseguem, da vida que flui.
Quando teclo com ela é como se eu me colocasse em frente a mim mesmo.
Penso, reflito, me enxergo melhor.
Sei o que sou, e o que quero ser.
Acho que amizade é isso. É a gente fora de nós.
É alguém que nos olha com os olhos da nossa mãe.
Alguém que diz que não doeu tanto, que precisamos cortar as unhas, que o cabelo está grande.
Que sabemos nos vestir, que aquela roupa ficou bem em nós, etc. etc.
Amigos nos permitem ser como nós somos. Nem melhor, o que levaria à frustração do amigo, nem pior, o que levaria a nossa frustração, ao descobrir que alguém nos vê menor do que somos.
Amigos nos vêem na medida certa, e sempre querem que a gente seja mais. Que a gente se supere, que a gente vença, seja forte, ame de verdade, atinja nossos objetivos.
Por isso que, a cada manhã, acordo e digo prá mim mesmo:
- Serei feliz, mais uma vez. E corro prô micro.
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Mais uma vez
segunda-feira, 9 de março de 2009
O pouco que tenho e o muito que sou
Nosso tempo de amor se foi,
ficaram o respeito e a admiração.
Ficaram também a paz e a suavidade de nossos gestos.
Ficamos disponíveis um para o outro,
para que nenhum de nós se sentisse só.
Ficamos abertos a diálogos e confidências,
para que nosso entendimento crescesse com nossa maturidade.
Meu mundo não é grande,
não tenho muitas pessoas a quem amar ou recorrer.
Sou de poucos amigos, e você sabe disso.
São poucos porque são especiais.
E se eu procurar pluralizar meus amigos, perco a essência de cada um.
Se estou sozinho é porque escolhi estar sozinho.
Meus amigos não são pontes para você chegar até mim.
Não é justo entrar no meu mundo por outra porta que não seja a minha.
Não reduza esse meu pequeno mundo a uma ilha.
Deixe-me com o pouco que escolhi prá ficar,
porque esse pouco, prá você, não é nada,
mas é tudo prá mim.
ficaram o respeito e a admiração.
Ficaram também a paz e a suavidade de nossos gestos.
Ficamos disponíveis um para o outro,
para que nenhum de nós se sentisse só.
Ficamos abertos a diálogos e confidências,
para que nosso entendimento crescesse com nossa maturidade.
Meu mundo não é grande,
não tenho muitas pessoas a quem amar ou recorrer.
Sou de poucos amigos, e você sabe disso.
São poucos porque são especiais.
E se eu procurar pluralizar meus amigos, perco a essência de cada um.
Se estou sozinho é porque escolhi estar sozinho.
Meus amigos não são pontes para você chegar até mim.
Não é justo entrar no meu mundo por outra porta que não seja a minha.
Não reduza esse meu pequeno mundo a uma ilha.
Deixe-me com o pouco que escolhi prá ficar,
porque esse pouco, prá você, não é nada,
mas é tudo prá mim.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Como dar nome a trilhas...
No último domingo recebi alguns poucos mas bons amigos para um pedal.
Juntando mais dois vizinhos bons de roda, éramos 5. Um time de Futsal.
Saimos juntos, cada um contribuindo com uma variante nova na já famosa trilha que serpenteia uma Reserva próxima.
A trilha foi fantástica, a conversa ótima, e o exercício da amizade, da fraternidade, melhor ainda.
Nunca se está sozinho se se tem bons amigos. Amigos verdadeiros.
Ao final, já quase todos muito, mas muito cansados, chegamos de volta a minha casa para bebermos alguma coisa e fecharmos a conversa.
E eu perguntei: - Que tal????
Devia estar com a boca cheia, ou cansado, ou falo mesmo enrolado, porque todo mundo entendeu QUINTAL.... e já foram batizando: - Ótimo nome prá trilha. Vai se chamar QUINTAL.
Não sei se ela tinha outro nome. Mas se tinha, já era. Agora se chama QUINTAL. Que tal????
Juntando mais dois vizinhos bons de roda, éramos 5. Um time de Futsal.
Saimos juntos, cada um contribuindo com uma variante nova na já famosa trilha que serpenteia uma Reserva próxima.
A trilha foi fantástica, a conversa ótima, e o exercício da amizade, da fraternidade, melhor ainda.
Nunca se está sozinho se se tem bons amigos. Amigos verdadeiros.
Ao final, já quase todos muito, mas muito cansados, chegamos de volta a minha casa para bebermos alguma coisa e fecharmos a conversa.
E eu perguntei: - Que tal????
Devia estar com a boca cheia, ou cansado, ou falo mesmo enrolado, porque todo mundo entendeu QUINTAL.... e já foram batizando: - Ótimo nome prá trilha. Vai se chamar QUINTAL.
Não sei se ela tinha outro nome. Mas se tinha, já era. Agora se chama QUINTAL. Que tal????
sábado, 8 de novembro de 2008
Se não fosse assim, não seria eu.
Tenho amigos de todos os tipos:
Alguns me cobram a expressão do meu sentimento. Uns, mais frios, acham que falta racionalidade no meu sentir. Outros, que sentem tanto quanto eu, usufruem a vida de uma maneira mais intensa. Há os que não se importam, e os que nem sabem que algo estava acontecendo.
As pessoas nos percebem como uma extensão do sentimento delas, da forma como encaram a vida. Estranham quanto constatam que não iremos agir do "jeito mais lógico", da "forma mais sensata", ou adotar "a única solução possível".
Em meio a um mar de normalidade e pragmatísmo, damos braçadas como um náufrago, tentando não deixar afogar o nosso sentimento, a nossa visão do mundo, a nossa forma de ver a vida.
Somos estranhos? Talvez. Diferentes? Possivelmente. Mas não estamos aqui para viver a vida dos outros. Não nascemos com uma procuração na mão, nos dando o direito ou a prerrogativa de viver a vida dos outros. Viver a nossa já está bom demais para uma encarnação.
Pessoas como nós vivem a vida intensamente, mas é na perda que nos damos conta da nossa real condição de humanos.
Podemos não sofrer (porque perder faz parte da vida), lamentar profundamente ou, fingir que não é com a gente.
Podemos acreditar que a culpa é do outro e, às vezes, até apostar que a outra parte está sofrendo mais do que nós, como se isso fosse algum gel reparador de contusões amorosas.
Mas o melhor é nos recolhermos, reviver emoções e lembranças, guardar frases e palavras, tudo isso lá no fundo do peito, junto com aqueles momentos que não gostaríamos que fossem levados pelo esquecimento.
Queremos dizer para nossos netos: - Amei! Amei muito. Teve um amor, uma vez, que.... e por aí vai. Netos adoram histórias de amor.
E ao nos reencontrar com a solidão, dizer: - Tô de volta, certos de que estamos protegidos, porque a solidão é um sentimento interno, invisível. Ninguém enxerga as ausências que a gente carrega.
Como bons anfitriões, vamos acompanhar o amor até a moradia do esquecimento, guardar o que de melhor existiu para contar aos netos, refletir sobre como foi, o que deu errado e, cresçer.
Cresçer como pessoa, como seres humanos para, mais uma vez, amar de novo, acreditar novamente. Porque a vida, a vida é um ir e vir constante.
Já lí por aí que "o destino do amor é a despedida". Mas a Maria Rita me diz que "o trem que chega é também o trem da partida. A vida se repete na estação". Então não é só despedida.
Eu sou assim, e meus amigos gostam de mim por eu ser assim.
Outros me toleram, me admiram ou lhes sou indiferente.
Mas, se eu não fosse assim, não seria eu, concorda???
Alguns me cobram a expressão do meu sentimento. Uns, mais frios, acham que falta racionalidade no meu sentir. Outros, que sentem tanto quanto eu, usufruem a vida de uma maneira mais intensa. Há os que não se importam, e os que nem sabem que algo estava acontecendo.
As pessoas nos percebem como uma extensão do sentimento delas, da forma como encaram a vida. Estranham quanto constatam que não iremos agir do "jeito mais lógico", da "forma mais sensata", ou adotar "a única solução possível".
Em meio a um mar de normalidade e pragmatísmo, damos braçadas como um náufrago, tentando não deixar afogar o nosso sentimento, a nossa visão do mundo, a nossa forma de ver a vida.
Somos estranhos? Talvez. Diferentes? Possivelmente. Mas não estamos aqui para viver a vida dos outros. Não nascemos com uma procuração na mão, nos dando o direito ou a prerrogativa de viver a vida dos outros. Viver a nossa já está bom demais para uma encarnação.
Pessoas como nós vivem a vida intensamente, mas é na perda que nos damos conta da nossa real condição de humanos.
Podemos não sofrer (porque perder faz parte da vida), lamentar profundamente ou, fingir que não é com a gente.
Podemos acreditar que a culpa é do outro e, às vezes, até apostar que a outra parte está sofrendo mais do que nós, como se isso fosse algum gel reparador de contusões amorosas.
Mas o melhor é nos recolhermos, reviver emoções e lembranças, guardar frases e palavras, tudo isso lá no fundo do peito, junto com aqueles momentos que não gostaríamos que fossem levados pelo esquecimento.
Queremos dizer para nossos netos: - Amei! Amei muito. Teve um amor, uma vez, que.... e por aí vai. Netos adoram histórias de amor.
E ao nos reencontrar com a solidão, dizer: - Tô de volta, certos de que estamos protegidos, porque a solidão é um sentimento interno, invisível. Ninguém enxerga as ausências que a gente carrega.
Como bons anfitriões, vamos acompanhar o amor até a moradia do esquecimento, guardar o que de melhor existiu para contar aos netos, refletir sobre como foi, o que deu errado e, cresçer.
Cresçer como pessoa, como seres humanos para, mais uma vez, amar de novo, acreditar novamente. Porque a vida, a vida é um ir e vir constante.
Já lí por aí que "o destino do amor é a despedida". Mas a Maria Rita me diz que "o trem que chega é também o trem da partida. A vida se repete na estação". Então não é só despedida.
Eu sou assim, e meus amigos gostam de mim por eu ser assim.
Outros me toleram, me admiram ou lhes sou indiferente.
Mas, se eu não fosse assim, não seria eu, concorda???
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