Gosto quando você chega prá mim
com esse amor ...
com essa luz....
com essa vida.
Gosto quando você faz o mundo parar
a luz nascer
o céu estrelar
só para servir de cenário para você dizer
....Eu te amo!!!
Quando você emudece a voz
e seu corpo cola ao meu
e sua boca à minha
e meus sonhos aos seus
e tudo em mim ecoa ... Eu te amo!!!
Gosto, quando me torno menino
e em seu colo esqueço
de mim e de tudo
E minha alma sussura...
...Eu te amo!!!
Quando, refeitos do amor
com os corpos suados
nossos olhos se encontram
nossas bocas se colam
e o amor nos embala
E, gosto mais ainda quando
na noite curta
dessa vida longa
construimos a certeza
de que seremos eternos
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
O que eu gosto
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domingo, 9 de novembro de 2008
O preço da vida
"O preço da vida se paga é vivendo, impávido, e recordando fiel o que dela foi dor ou contentamento.... Mais vale errar, se arrebentando, do que poupar-se para nada. O único clamor da vida é por mais vida bem vivida. Essa é, aqui e agora, a nossa parte. Depois, seremos matéria cósmica, sem memória de virtudes ou de gozos. Apagados, minerais. Para sempre mortos."
Darcy Ribeiro, Confissões
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sábado, 8 de novembro de 2008
Se não fosse assim, não seria eu.
Tenho amigos de todos os tipos:
Alguns me cobram a expressão do meu sentimento. Uns, mais frios, acham que falta racionalidade no meu sentir. Outros, que sentem tanto quanto eu, usufruem a vida de uma maneira mais intensa. Há os que não se importam, e os que nem sabem que algo estava acontecendo.
As pessoas nos percebem como uma extensão do sentimento delas, da forma como encaram a vida. Estranham quanto constatam que não iremos agir do "jeito mais lógico", da "forma mais sensata", ou adotar "a única solução possível".
Em meio a um mar de normalidade e pragmatísmo, damos braçadas como um náufrago, tentando não deixar afogar o nosso sentimento, a nossa visão do mundo, a nossa forma de ver a vida.
Somos estranhos? Talvez. Diferentes? Possivelmente. Mas não estamos aqui para viver a vida dos outros. Não nascemos com uma procuração na mão, nos dando o direito ou a prerrogativa de viver a vida dos outros. Viver a nossa já está bom demais para uma encarnação.
Pessoas como nós vivem a vida intensamente, mas é na perda que nos damos conta da nossa real condição de humanos.
Podemos não sofrer (porque perder faz parte da vida), lamentar profundamente ou, fingir que não é com a gente.
Podemos acreditar que a culpa é do outro e, às vezes, até apostar que a outra parte está sofrendo mais do que nós, como se isso fosse algum gel reparador de contusões amorosas.
Mas o melhor é nos recolhermos, reviver emoções e lembranças, guardar frases e palavras, tudo isso lá no fundo do peito, junto com aqueles momentos que não gostaríamos que fossem levados pelo esquecimento.
Queremos dizer para nossos netos: - Amei! Amei muito. Teve um amor, uma vez, que.... e por aí vai. Netos adoram histórias de amor.
E ao nos reencontrar com a solidão, dizer: - Tô de volta, certos de que estamos protegidos, porque a solidão é um sentimento interno, invisível. Ninguém enxerga as ausências que a gente carrega.
Como bons anfitriões, vamos acompanhar o amor até a moradia do esquecimento, guardar o que de melhor existiu para contar aos netos, refletir sobre como foi, o que deu errado e, cresçer.
Cresçer como pessoa, como seres humanos para, mais uma vez, amar de novo, acreditar novamente. Porque a vida, a vida é um ir e vir constante.
Já lí por aí que "o destino do amor é a despedida". Mas a Maria Rita me diz que "o trem que chega é também o trem da partida. A vida se repete na estação". Então não é só despedida.
Eu sou assim, e meus amigos gostam de mim por eu ser assim.
Outros me toleram, me admiram ou lhes sou indiferente.
Mas, se eu não fosse assim, não seria eu, concorda???
Alguns me cobram a expressão do meu sentimento. Uns, mais frios, acham que falta racionalidade no meu sentir. Outros, que sentem tanto quanto eu, usufruem a vida de uma maneira mais intensa. Há os que não se importam, e os que nem sabem que algo estava acontecendo.
As pessoas nos percebem como uma extensão do sentimento delas, da forma como encaram a vida. Estranham quanto constatam que não iremos agir do "jeito mais lógico", da "forma mais sensata", ou adotar "a única solução possível".
Em meio a um mar de normalidade e pragmatísmo, damos braçadas como um náufrago, tentando não deixar afogar o nosso sentimento, a nossa visão do mundo, a nossa forma de ver a vida.
Somos estranhos? Talvez. Diferentes? Possivelmente. Mas não estamos aqui para viver a vida dos outros. Não nascemos com uma procuração na mão, nos dando o direito ou a prerrogativa de viver a vida dos outros. Viver a nossa já está bom demais para uma encarnação.
Pessoas como nós vivem a vida intensamente, mas é na perda que nos damos conta da nossa real condição de humanos.
Podemos não sofrer (porque perder faz parte da vida), lamentar profundamente ou, fingir que não é com a gente.
Podemos acreditar que a culpa é do outro e, às vezes, até apostar que a outra parte está sofrendo mais do que nós, como se isso fosse algum gel reparador de contusões amorosas.
Mas o melhor é nos recolhermos, reviver emoções e lembranças, guardar frases e palavras, tudo isso lá no fundo do peito, junto com aqueles momentos que não gostaríamos que fossem levados pelo esquecimento.
Queremos dizer para nossos netos: - Amei! Amei muito. Teve um amor, uma vez, que.... e por aí vai. Netos adoram histórias de amor.
E ao nos reencontrar com a solidão, dizer: - Tô de volta, certos de que estamos protegidos, porque a solidão é um sentimento interno, invisível. Ninguém enxerga as ausências que a gente carrega.
Como bons anfitriões, vamos acompanhar o amor até a moradia do esquecimento, guardar o que de melhor existiu para contar aos netos, refletir sobre como foi, o que deu errado e, cresçer.
Cresçer como pessoa, como seres humanos para, mais uma vez, amar de novo, acreditar novamente. Porque a vida, a vida é um ir e vir constante.
Já lí por aí que "o destino do amor é a despedida". Mas a Maria Rita me diz que "o trem que chega é também o trem da partida. A vida se repete na estação". Então não é só despedida.
Eu sou assim, e meus amigos gostam de mim por eu ser assim.
Outros me toleram, me admiram ou lhes sou indiferente.
Mas, se eu não fosse assim, não seria eu, concorda???
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terça-feira, 4 de novembro de 2008
Quem sou eu ?
Eu sou aquele a quem a vida ensinou na carne.
Sou quem lutou para construir princípios e valores. E se desesperou ao reconhecer que alguns não eram mais válidos, frente a novos paradigmas.
Eu sou aquele que procurou retidão, certeza e concretude para se firmar como humano.
E descobriu que para ser humano é necessário ser imperfeito, não contar com a certeza, "tortuar" por caminhos sombrios e se apoiar no vazio.
Eu sou aquele que prometeu amor infinito, e descobriu que o amor não prospera sem o perdão, a compreensão das diferenças e o diálogo como exercício do entendimento.
Eu sou quem se imaginava puro, e descobriu que o ser humano tanto é melhor quanto mais se mistura ao mundo, quanto menos espera dos outros e mais doa de si.
Eu sou quem se imaginava perfeito e aprendeu, com a vida, que os enganos acontecem, que as pessoas nos magoam. Que não fazem por mal ou propositadamente, mas o fazem porque também se imaginam perfeitas, e não estão dispostas a reconsiderar.
Eu sou aquele que buscava a união, mas descobriu que nada é eterno e duradouro, e que a união só existe enquanto você acreditar que ela exista. A confiança é a chave de tudo.
Eu sou aquele que se imaginava forte, até que a vida lhe tirou coisas valiosas. E que, no desespero, aprendeu que nada é para sempre. Que pessoas morrem e amores também.
Eu sou aquele que procurava afeto e aprendeu, na vida, que afeto não se compra, não se pede, não se espera. Afeto é dado quando merecemos. E mesmo quando merecemos, devemos estar diante de pessoas que o tenha para oferecer.
Sou quem sempre quis o certo, mas muitas vezes não foi feliz com ele. Quem aprendeu a deixar o coração se sobrepor à razão para que a felicidade tivesse alguma chance de se fazer presente. Mas sou também aquele que fez valer a razão quando a felicidade já não mais existia.
Eu sou o resultado das minhas escolhas, das minhas mágoas, dos meus amores.
Eu sou um ser em mutação, em construção, em desalinho.
Eu sou eu, determinado e perseverante, na busca do melhor de mim.
Sou quem lutou para construir princípios e valores. E se desesperou ao reconhecer que alguns não eram mais válidos, frente a novos paradigmas.
Eu sou aquele que procurou retidão, certeza e concretude para se firmar como humano.
E descobriu que para ser humano é necessário ser imperfeito, não contar com a certeza, "tortuar" por caminhos sombrios e se apoiar no vazio.
Eu sou aquele que prometeu amor infinito, e descobriu que o amor não prospera sem o perdão, a compreensão das diferenças e o diálogo como exercício do entendimento.
Eu sou quem se imaginava puro, e descobriu que o ser humano tanto é melhor quanto mais se mistura ao mundo, quanto menos espera dos outros e mais doa de si.
Eu sou quem se imaginava perfeito e aprendeu, com a vida, que os enganos acontecem, que as pessoas nos magoam. Que não fazem por mal ou propositadamente, mas o fazem porque também se imaginam perfeitas, e não estão dispostas a reconsiderar.
Eu sou aquele que buscava a união, mas descobriu que nada é eterno e duradouro, e que a união só existe enquanto você acreditar que ela exista. A confiança é a chave de tudo.
Eu sou aquele que se imaginava forte, até que a vida lhe tirou coisas valiosas. E que, no desespero, aprendeu que nada é para sempre. Que pessoas morrem e amores também.
Eu sou aquele que procurava afeto e aprendeu, na vida, que afeto não se compra, não se pede, não se espera. Afeto é dado quando merecemos. E mesmo quando merecemos, devemos estar diante de pessoas que o tenha para oferecer.
Sou quem sempre quis o certo, mas muitas vezes não foi feliz com ele. Quem aprendeu a deixar o coração se sobrepor à razão para que a felicidade tivesse alguma chance de se fazer presente. Mas sou também aquele que fez valer a razão quando a felicidade já não mais existia.
Eu sou o resultado das minhas escolhas, das minhas mágoas, dos meus amores.
Eu sou um ser em mutação, em construção, em desalinho.
Eu sou eu, determinado e perseverante, na busca do melhor de mim.
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