"Talvez não possa ser de outro modo;
talvez seja preciso escolher não ser nada, ou
representar o que se é.
Mas é terrível essa trapaça da nossa própria natureza."
(J P Sartre)
sexta-feira, 13 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Não se engane... tudo é amor...
"O ódio não existe...
A saudade não existe...
Nada existe que não
Tenha antes sido
elaborado com amor!"
(Clarice Lispector)
A saudade não existe...
Nada existe que não
Tenha antes sido
elaborado com amor!"
(Clarice Lispector)
Força e Coragem..
"É preciso ter força para ser firme, mas é preciso coragem para ser gentil.
É preciso ter força para se defender, mas é preciso coragem para baixar a guarda.
É preciso força para se ganhar uma guerra, mas é preciso coragem para se render.
É preciso ter força para estar certo, mas é preciso coragem para ter dúvida.
É preciso ter força para esconder os próprios males, mas é preciso coragem para demonstrá-los.
É preciso ter força para ficar sozinho, mas é preciso coragem para pedir apoio.
É preciso ter força para amar, mas é preciso coragem para ser amado.
É preciso ter força para sobreviver, mas é preciso coragem para viver."
(autor desconhecido)
É preciso ter força para se defender, mas é preciso coragem para baixar a guarda.
É preciso força para se ganhar uma guerra, mas é preciso coragem para se render.
É preciso ter força para estar certo, mas é preciso coragem para ter dúvida.
É preciso ter força para esconder os próprios males, mas é preciso coragem para demonstrá-los.
É preciso ter força para ficar sozinho, mas é preciso coragem para pedir apoio.
É preciso ter força para amar, mas é preciso coragem para ser amado.
É preciso ter força para sobreviver, mas é preciso coragem para viver."
(autor desconhecido)
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quarta-feira, 11 de março de 2009
Fatal 2
Ouvi muitos comentários sobre o filme.
Ele foi tema de muitas conversas, regadas a vinho e confidências.
O que salta aos olhos é a relação de um homem maduro com uma jovem.
É o que todo mundo comenta. E é a parte central do filme.
Sobre esse tema, é interessante ver que, diferentemente do que se espera, ele fica inseguro diante da determinação dela.
O que ela vê em mim?
O que ela espera de mim?
O que vou fazer quando ela se cansar de mim?
Quando um amor do seu tempo a envolver?
Todos esses são questionamentos que ele tem, que lhe tiram a percepção do tanto que ela o ama, sente orgulho dele, se lhe dedica todo o seu ser.
Mas o filme não é só isso. Essa questão do amor entre gerações é forte, importante, atual, mas não é tudo que o filme traz ao debate.
Existe a relação dele com o amigo. As confidências, a troca de solidões, o apoiar-se psicologicamente, a partilha da visão de mundo, o estar presente na despedida, o viver a ausência do outro.
Esta também é uma outra obra de arte no filme, com uma cena profunda de amor fraterno.
E não fica por aí.
Um homem que foi casado e que sai do casamento deixando filhos quase sempre tem o questionamento dos filhos quanto a sua atitude.
O questionamento do abandono, do amor deixado ao acaso, da carência do outro.
E o filme retrata isso também. Retrata o desespero do filho ao se perceber igual ao pai.
Retrata o encontro do filho com o verdadeiro pai, com os seus princípios, com a sua coragem de ter deixado família para ir em busca do amor companheiro.
Você acha que acabou??? Não.
Tem ainda uma relação de interesse. Um outro encontro de corpos em solidão.
Que tenta e até pode passar a idéia de que é descompromissado, mas o absorvente no banheiro e a mera possibilidade de a cama não ser só dos dois é motivo para cobranças e crises.
Tem também o encontro desses amantes com a visão de futuro, com a realidade, com o triste destino daquele relacionamento.
Você não quer ter um amor? Apenas ficar? Eles também queriam isso.
Veja a real condição desse relacionamento e o progressivo remorso de um encontro casual, de um ficar sem amor.
O filme é muito... é muito mais do que se pode ver na primeira vez que se assiste.
Mas é preciso abrir mente e coração. É preciso não ter preconceitos.
É preciso ter estado, ou estar pronto para esse questionamento.
É preciso ter amado alguém mais jovem, ou mais velho, para entender os sentimentos presentes.
É preciso ter se separado, ter deixado filhos, para reviver a dúvida da partida, os momentos de angústia, a força da convicção.
É preciso ser sozinho para se saber o valor dos amigos, do confidente, do amor fraterno, do medo da perda e da sua irremediavel presença.
É preciso ter ficado, ter sido usado ou usar, ter esquecido do amor, ter acreditado ser possível não amar, para se entender o desenrolar de uma relação improvável.
Se você é esse alguém... não perca o filme... não perca a vida.... não perca as chances que você tem de ser feliz.
Ele foi tema de muitas conversas, regadas a vinho e confidências.
O que salta aos olhos é a relação de um homem maduro com uma jovem.
É o que todo mundo comenta. E é a parte central do filme.
Sobre esse tema, é interessante ver que, diferentemente do que se espera, ele fica inseguro diante da determinação dela.
O que ela vê em mim?
O que ela espera de mim?
O que vou fazer quando ela se cansar de mim?
Quando um amor do seu tempo a envolver?
Todos esses são questionamentos que ele tem, que lhe tiram a percepção do tanto que ela o ama, sente orgulho dele, se lhe dedica todo o seu ser.
Mas o filme não é só isso. Essa questão do amor entre gerações é forte, importante, atual, mas não é tudo que o filme traz ao debate.
Existe a relação dele com o amigo. As confidências, a troca de solidões, o apoiar-se psicologicamente, a partilha da visão de mundo, o estar presente na despedida, o viver a ausência do outro.
Esta também é uma outra obra de arte no filme, com uma cena profunda de amor fraterno.
E não fica por aí.
Um homem que foi casado e que sai do casamento deixando filhos quase sempre tem o questionamento dos filhos quanto a sua atitude.
O questionamento do abandono, do amor deixado ao acaso, da carência do outro.
E o filme retrata isso também. Retrata o desespero do filho ao se perceber igual ao pai.
Retrata o encontro do filho com o verdadeiro pai, com os seus princípios, com a sua coragem de ter deixado família para ir em busca do amor companheiro.
Você acha que acabou??? Não.
Tem ainda uma relação de interesse. Um outro encontro de corpos em solidão.
Que tenta e até pode passar a idéia de que é descompromissado, mas o absorvente no banheiro e a mera possibilidade de a cama não ser só dos dois é motivo para cobranças e crises.
Tem também o encontro desses amantes com a visão de futuro, com a realidade, com o triste destino daquele relacionamento.
Você não quer ter um amor? Apenas ficar? Eles também queriam isso.
Veja a real condição desse relacionamento e o progressivo remorso de um encontro casual, de um ficar sem amor.
O filme é muito... é muito mais do que se pode ver na primeira vez que se assiste.
Mas é preciso abrir mente e coração. É preciso não ter preconceitos.
É preciso ter estado, ou estar pronto para esse questionamento.
É preciso ter amado alguém mais jovem, ou mais velho, para entender os sentimentos presentes.
É preciso ter se separado, ter deixado filhos, para reviver a dúvida da partida, os momentos de angústia, a força da convicção.
É preciso ser sozinho para se saber o valor dos amigos, do confidente, do amor fraterno, do medo da perda e da sua irremediavel presença.
É preciso ter ficado, ter sido usado ou usar, ter esquecido do amor, ter acreditado ser possível não amar, para se entender o desenrolar de uma relação improvável.
Se você é esse alguém... não perca o filme... não perca a vida.... não perca as chances que você tem de ser feliz.
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terça-feira, 10 de março de 2009
O que não está dito
Você sabe! Eu sei que você sabe.
Eu olho para você e você sabe que meu olhar tem algo mais.
Não consigo esconder. E, pasme, vivo dividido entre você perceber e deixar passar.
As vezes gostaria que você não percebesse ou, se assim o fizesse, deixasse passar.
Se eu tivesse certeza disso, abriria mais meu olhar, sorriria mais com os olhos.
Olharia prá você com menos medo do que eu tenho hoje.
As vezes fico doido para você perceber, mas não sei o que você sentirá.
Se se afastar, vou perder o pouco que tenho, vou perder a ilusão de sonhar com nós dois.
Se não se afastar, eu não sei se teria coragem de seguir para o próximo passo.
Talvez nosso amor seja o ideário do amor romântico, do amor desejado mas não realizado.
O amor de Tristão e Isolda, o amor impossivel.
Quando você me olha e sorri, eu sei que você sabe. E fico feliz.
Nós já tivemos chances. Elas já foram maiores do que são hoje.
Cada um de nós já ousou se aproximar. E o outro, como num passo sincopado, soube se afastar para que o momento passasse. Fomos timidamente ousados. Fomos ousadamente tímidos.
Mas a cada momento que nossos olhos se cruzam, a cada conversa que entabulamos, uma emoção de primeiro amor se instala.
Sabe aquele amor de aluno prá professora? Aquele desejo adolescente que não se sabe o que fazer com ele? É igualzinho... é a mesma emoção.
Você me pergunta: - Como você está? E eu quase lhe conto toda a minha vida.
Conto o que você quer saber, mas digo também dos filmes que vi, do que eu penso, do que me aflige, do que quero fazer, dos meus sonhos e desejos. Mas não conto de você dentro de mim.
Quando paro de falar você me olha, sorri com os olhos e diz: - O que mais?
Estamos condenados a nunca realizar esse amor.
Estamos fadados à prisão perpétua da emoção infantil, do primeiro amor, do despertar para a vida.
E se for isso. Se for só isso, mesmo assim, já é bom demais.
Eu olho para você e você sabe que meu olhar tem algo mais.
Não consigo esconder. E, pasme, vivo dividido entre você perceber e deixar passar.
As vezes gostaria que você não percebesse ou, se assim o fizesse, deixasse passar.
Se eu tivesse certeza disso, abriria mais meu olhar, sorriria mais com os olhos.
Olharia prá você com menos medo do que eu tenho hoje.
As vezes fico doido para você perceber, mas não sei o que você sentirá.
Se se afastar, vou perder o pouco que tenho, vou perder a ilusão de sonhar com nós dois.
Se não se afastar, eu não sei se teria coragem de seguir para o próximo passo.
Talvez nosso amor seja o ideário do amor romântico, do amor desejado mas não realizado.
O amor de Tristão e Isolda, o amor impossivel.
Quando você me olha e sorri, eu sei que você sabe. E fico feliz.
Nós já tivemos chances. Elas já foram maiores do que são hoje.
Cada um de nós já ousou se aproximar. E o outro, como num passo sincopado, soube se afastar para que o momento passasse. Fomos timidamente ousados. Fomos ousadamente tímidos.
Mas a cada momento que nossos olhos se cruzam, a cada conversa que entabulamos, uma emoção de primeiro amor se instala.
Sabe aquele amor de aluno prá professora? Aquele desejo adolescente que não se sabe o que fazer com ele? É igualzinho... é a mesma emoção.
Você me pergunta: - Como você está? E eu quase lhe conto toda a minha vida.
Conto o que você quer saber, mas digo também dos filmes que vi, do que eu penso, do que me aflige, do que quero fazer, dos meus sonhos e desejos. Mas não conto de você dentro de mim.
Quando paro de falar você me olha, sorri com os olhos e diz: - O que mais?
Estamos condenados a nunca realizar esse amor.
Estamos fadados à prisão perpétua da emoção infantil, do primeiro amor, do despertar para a vida.
E se for isso. Se for só isso, mesmo assim, já é bom demais.
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Você
Fatal
"Ela? Só uma menina..
E eu pagando pelos erros
que eu não sei se cometi, ou não.
Era só uma menina,
e eu deixando que ela faça
o que bem quiser de mim.
Seu eu queria enlouquecer
essa é minha chance,
é tudo o que eu quis.
Se eu queria enlouquecer,
esse é o romance ideal."
Paralamas do Sucesso
(acalanto do nosso amor impossível)
E eu pagando pelos erros
que eu não sei se cometi, ou não.
Era só uma menina,
e eu deixando que ela faça
o que bem quiser de mim.
Seu eu queria enlouquecer
essa é minha chance,
é tudo o que eu quis.
Se eu queria enlouquecer,
esse é o romance ideal."
Paralamas do Sucesso
(acalanto do nosso amor impossível)
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segunda-feira, 9 de março de 2009
O pouco que tenho e o muito que sou
Nosso tempo de amor se foi,
ficaram o respeito e a admiração.
Ficaram também a paz e a suavidade de nossos gestos.
Ficamos disponíveis um para o outro,
para que nenhum de nós se sentisse só.
Ficamos abertos a diálogos e confidências,
para que nosso entendimento crescesse com nossa maturidade.
Meu mundo não é grande,
não tenho muitas pessoas a quem amar ou recorrer.
Sou de poucos amigos, e você sabe disso.
São poucos porque são especiais.
E se eu procurar pluralizar meus amigos, perco a essência de cada um.
Se estou sozinho é porque escolhi estar sozinho.
Meus amigos não são pontes para você chegar até mim.
Não é justo entrar no meu mundo por outra porta que não seja a minha.
Não reduza esse meu pequeno mundo a uma ilha.
Deixe-me com o pouco que escolhi prá ficar,
porque esse pouco, prá você, não é nada,
mas é tudo prá mim.
ficaram o respeito e a admiração.
Ficaram também a paz e a suavidade de nossos gestos.
Ficamos disponíveis um para o outro,
para que nenhum de nós se sentisse só.
Ficamos abertos a diálogos e confidências,
para que nosso entendimento crescesse com nossa maturidade.
Meu mundo não é grande,
não tenho muitas pessoas a quem amar ou recorrer.
Sou de poucos amigos, e você sabe disso.
São poucos porque são especiais.
E se eu procurar pluralizar meus amigos, perco a essência de cada um.
Se estou sozinho é porque escolhi estar sozinho.
Meus amigos não são pontes para você chegar até mim.
Não é justo entrar no meu mundo por outra porta que não seja a minha.
Não reduza esse meu pequeno mundo a uma ilha.
Deixe-me com o pouco que escolhi prá ficar,
porque esse pouco, prá você, não é nada,
mas é tudo prá mim.
Desde o dia em que nasci...
Eu nasci do amor..
O amor me fez..
O amor alegrou minha alma..
O amor alimentou meus sonhos..
Eu nasci da crença
de que esse mundo vale a pena..
de que a felicidade existe..
de que nunca estarei sozinho..
de que alguém nasceu para mim..
Vivo, desde o dia em que nasci,
A certeza de que, em algum momento,
meu olhar vai encontrar seus olhos,
e o meu propósito de existir estará completo.
Não me decepcione, por favor..
O amor me fez..
O amor alegrou minha alma..
O amor alimentou meus sonhos..
Eu nasci da crença
de que esse mundo vale a pena..
de que a felicidade existe..
de que nunca estarei sozinho..
de que alguém nasceu para mim..
Vivo, desde o dia em que nasci,
A certeza de que, em algum momento,
meu olhar vai encontrar seus olhos,
e o meu propósito de existir estará completo.
Não me decepcione, por favor..
domingo, 8 de março de 2009
Escravo da Liberdade
Acordo todo dia sem compromissos a realizar.
Dias comprometidos? Já os tive de montão.
Ao acordar decido o que fazer, sem atropelos.
Posso repetir uma atividade, como fazer um pedal pela manhã, ou nadar no horário do almoço.
Ou posso fazer qualquer outra coisa. Sou livre.
E essa liberdade eu a tenho todos os dias. Para o resto de minha vida.
As pessoas me invejam. As que trabalham e têm compromissos assumidos, me invejam.
Queriam ter dias assim. Mas só os conseguem nas férias, por poucos dias.
Posso fazer o que eu quiser. E o que mais me tem ocupado a mente é achar coisas para fazer.
Tudo o que penso fazer, faço. Minha liberdade é total.
Tão intensa, tão liberdade, que não sei o que fazer dela.
Lí que ser escravo é não ter opções, é ser subjulgado, ser cativo.
Eu tenho muitas opções, e não sou, pelo menos formalmente, subjulgado.
Li que liberdade é poder fazer o que se quer, na hora que se quer, da maneira que se quer.
Isso eu posso. Então sou livre.
Mas eu queria não ter tantas opções, tantas alternativas.
Eu queria ter variações nos meus dias. Compromissos aqui, descanso alí.
Ao invés, tudo é igual. Nenhum dia, para mim, é domingo. Todos os são.
Sei o que é liberdade, sei o que é escravidão.
Mas nunca me imaginei, um dia, sendo escravo dessa tal de liberdade.
(prá você, que me pediu para explicar os dois conceitos)
Dias comprometidos? Já os tive de montão.
Ao acordar decido o que fazer, sem atropelos.
Posso repetir uma atividade, como fazer um pedal pela manhã, ou nadar no horário do almoço.
Ou posso fazer qualquer outra coisa. Sou livre.
E essa liberdade eu a tenho todos os dias. Para o resto de minha vida.
As pessoas me invejam. As que trabalham e têm compromissos assumidos, me invejam.
Queriam ter dias assim. Mas só os conseguem nas férias, por poucos dias.
Posso fazer o que eu quiser. E o que mais me tem ocupado a mente é achar coisas para fazer.
Tudo o que penso fazer, faço. Minha liberdade é total.
Tão intensa, tão liberdade, que não sei o que fazer dela.
Lí que ser escravo é não ter opções, é ser subjulgado, ser cativo.
Eu tenho muitas opções, e não sou, pelo menos formalmente, subjulgado.
Li que liberdade é poder fazer o que se quer, na hora que se quer, da maneira que se quer.
Isso eu posso. Então sou livre.
Mas eu queria não ter tantas opções, tantas alternativas.
Eu queria ter variações nos meus dias. Compromissos aqui, descanso alí.
Ao invés, tudo é igual. Nenhum dia, para mim, é domingo. Todos os são.
Sei o que é liberdade, sei o que é escravidão.
Mas nunca me imaginei, um dia, sendo escravo dessa tal de liberdade.
(prá você, que me pediu para explicar os dois conceitos)
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Devolva-me
"Hoje eu acordei
Olhei no espelho e não me vi
Quem é você? Me perguntei , e não me respondi
Pare de me olhar com essa cara de mim
A vida inteira prá me achar, só para me perder no fim
Quem me encontrar, por favor, devolva-me..."
K-Sis
Olhei no espelho e não me vi
Quem é você? Me perguntei , e não me respondi
Pare de me olhar com essa cara de mim
A vida inteira prá me achar, só para me perder no fim
Quem me encontrar, por favor, devolva-me..."
K-Sis
sábado, 7 de março de 2009
O que o vento não levou.....
"No fim tu hás de ver que as coisas mais leves
são as únicas que o vento não conseguiu levar:
Um estribilho antigo,
um carinho no momento preciso,
o folhear de um livro de poemas,
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...."
Mario Quintana
são as únicas que o vento não conseguiu levar:
Um estribilho antigo,
um carinho no momento preciso,
o folhear de um livro de poemas,
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...."
Mario Quintana
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Como era Verde aquele Azul
Todos nós temos uma forma de ver o mundo. A nossa forma.
Todos nós temos princípios e valores. Alguns mais, outros menos. Mas todos os temos.
Olhamos o mundo com nossas lentes. Reagimos ao que vemos, e daí seremos felizes ou não.
Teremos arrependimentos ou saudades.
Quando confiamos em alguém é como se delegássemos a esse alguém nossa visão de mundo.
Quando acreditamos em alguém é porque queremos ver o que ela vê, e nos sentimos seguros e felizes com o que ela nos reporta.
E quando o que ela vê é diferente do que ela conta que vê?
E quando descobrimos que recebemos informação truncada, diferente das paisagens que correm nos olhos dela.
Sentimo-nos traídos, desconfiados, inseguros.
A primeira coisa que ocorre é passarmos a duvidar de tudo o que ela diz.
Se diz: - Vi um pássaro, queremos confirmar se é um pássaro mesmo. Pode ser um carro, um trem, ou mesmo pode não ter nada a ser visto. Não sabemos, porque perdemos a confiança.
Pode ser aquilo que ela diz, ou pode ser mais um trilhão de outras possibilidades, vai saber.
A confiança é algo tão importante, mas tão importante, que deveria estar na frente do amor como sentimento. Só não está, porque o amor é um coletivo de sentimentos, e a confiança faz parte dele.
Sem confiança, o amor derrete, apodrece, se acaba.
Acho que ninguém me falou nada a esse respeito durante toda a minha vida.
Se me disseram, talvez eu fosse imaturo demais para perceber.
Ou romântico demais, imaginando que o amor vence tudo, que o amor se basta, que o amor supera.
Não é verdade. Antes de o amor chegar, quem chega é a confiança.
E quando a confiança vai embora, tenha certeza, o amor já está de malas prontas.
Todos nós temos princípios e valores. Alguns mais, outros menos. Mas todos os temos.
Olhamos o mundo com nossas lentes. Reagimos ao que vemos, e daí seremos felizes ou não.
Teremos arrependimentos ou saudades.
Quando confiamos em alguém é como se delegássemos a esse alguém nossa visão de mundo.
Quando acreditamos em alguém é porque queremos ver o que ela vê, e nos sentimos seguros e felizes com o que ela nos reporta.
E quando o que ela vê é diferente do que ela conta que vê?
E quando descobrimos que recebemos informação truncada, diferente das paisagens que correm nos olhos dela.
Sentimo-nos traídos, desconfiados, inseguros.
A primeira coisa que ocorre é passarmos a duvidar de tudo o que ela diz.
Se diz: - Vi um pássaro, queremos confirmar se é um pássaro mesmo. Pode ser um carro, um trem, ou mesmo pode não ter nada a ser visto. Não sabemos, porque perdemos a confiança.
Pode ser aquilo que ela diz, ou pode ser mais um trilhão de outras possibilidades, vai saber.
A confiança é algo tão importante, mas tão importante, que deveria estar na frente do amor como sentimento. Só não está, porque o amor é um coletivo de sentimentos, e a confiança faz parte dele.
Sem confiança, o amor derrete, apodrece, se acaba.
Acho que ninguém me falou nada a esse respeito durante toda a minha vida.
Se me disseram, talvez eu fosse imaturo demais para perceber.
Ou romântico demais, imaginando que o amor vence tudo, que o amor se basta, que o amor supera.
Não é verdade. Antes de o amor chegar, quem chega é a confiança.
E quando a confiança vai embora, tenha certeza, o amor já está de malas prontas.
sexta-feira, 6 de março de 2009
SIM, SENHOR (Yes, Man)
Fui ver "Sim, Senhor", com Jim Carrey.
Tinha tempo, companhia, fui.
Quase como se fosse uma boa opção.
O filme não decepciona, mas também não espere um espetáculo.
Parece simples, beirando ao ridículo, mas tem uma boa mensagem escondida.
É que, de repente, o cara passa a dizer SIM a tudo.
E as coisas começam a dar certo para ele. Tudo se encaixa.
E a vida dele que era vazia, sem ninguém, sem sentido, passa a ser uma vida a ser vivida.
Não é o SIM que transforma sua vida. Até parece que é, mas não é.
O que transforma sua vida é a predisposição de achar que aquela é a boa opção.
Que tudo que ele escolhe, que diz SIM, é a opção acertada, é o que deve ser feito.
Pense bem. Se nas suas decisões você estiver VERDADEIRAMENTE acreditando que é o correto a fazer, você não sofrerá, não terá dúvidas, não ficará sofrendo pela opção desprezada.
Ao passar por uma encruzilhada você não ficará olhando para o caminho não escolhido, quase que quebrando o pescoço de tanto olhar para trás, buscando no passado a certeza de que fez a opção certa.
Ao invés de apostar no novo caminho, fazer com que ele seja a sua realidade, você fica aprisionado ao momento da decisão e ao passado, sofrendo a dor da perda da opção rejeitada.
Isso é que é legal no filme. Essa é a única mensagem.
Seja feliz com suas opções, com suas decisões. Não as questione.
Claro que você deve sempre ponderar, pensar, refletir, aguardar o tempo que tiver para não tomar a decisão de forma precipitada.
Mas, DECIDIU? Então vá em frente. Esse é o caminho, não o outro que se perde atrás de você.
Esse caminho escolhido é o seu futuro, e o seu futuro é o que você tem a realizar. Não é o passado que lhe orienta, não é o passado que lhe dá sentido e objetivo. É o futuro. É o caminho escolhido.
O passado apenas lhe explica. Diz quem você é, de onde veio.
Mas não diz o que você será, qual seu objetivo, o que você vai realizar, o que você vai ser.
Isso, só o futuro dirá.
Não se preocupe com o SIM nem com o NÃO.
Se preocupe APENAS (e isso não é pouco) em fazer BOAS ESCOLHAS..
Seja feliz..
Tinha tempo, companhia, fui.
Quase como se fosse uma boa opção.
O filme não decepciona, mas também não espere um espetáculo.
Parece simples, beirando ao ridículo, mas tem uma boa mensagem escondida.
É que, de repente, o cara passa a dizer SIM a tudo.
E as coisas começam a dar certo para ele. Tudo se encaixa.
E a vida dele que era vazia, sem ninguém, sem sentido, passa a ser uma vida a ser vivida.
Não é o SIM que transforma sua vida. Até parece que é, mas não é.
O que transforma sua vida é a predisposição de achar que aquela é a boa opção.
Que tudo que ele escolhe, que diz SIM, é a opção acertada, é o que deve ser feito.
Pense bem. Se nas suas decisões você estiver VERDADEIRAMENTE acreditando que é o correto a fazer, você não sofrerá, não terá dúvidas, não ficará sofrendo pela opção desprezada.
Ao passar por uma encruzilhada você não ficará olhando para o caminho não escolhido, quase que quebrando o pescoço de tanto olhar para trás, buscando no passado a certeza de que fez a opção certa.
Ao invés de apostar no novo caminho, fazer com que ele seja a sua realidade, você fica aprisionado ao momento da decisão e ao passado, sofrendo a dor da perda da opção rejeitada.
Isso é que é legal no filme. Essa é a única mensagem.
Seja feliz com suas opções, com suas decisões. Não as questione.
Claro que você deve sempre ponderar, pensar, refletir, aguardar o tempo que tiver para não tomar a decisão de forma precipitada.
Mas, DECIDIU? Então vá em frente. Esse é o caminho, não o outro que se perde atrás de você.
Esse caminho escolhido é o seu futuro, e o seu futuro é o que você tem a realizar. Não é o passado que lhe orienta, não é o passado que lhe dá sentido e objetivo. É o futuro. É o caminho escolhido.
O passado apenas lhe explica. Diz quem você é, de onde veio.
Mas não diz o que você será, qual seu objetivo, o que você vai realizar, o que você vai ser.
Isso, só o futuro dirá.
Não se preocupe com o SIM nem com o NÃO.
Se preocupe APENAS (e isso não é pouco) em fazer BOAS ESCOLHAS..
Seja feliz..
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quinta-feira, 5 de março de 2009
Quem quer ser um milionário
Fui ver o filme, e não concordo com algumas interpretações que estão sendo postadas por aí.
É bom que se diga que ele é um cara determinado.
Desde pequeno sua determinação era notável.
Se fosse preciso se vestir de merda para ver seu herói ele o fazia.
E foi com essa determinação que ele alcançou seu amor, no final, bem no final.
Se tivesse um pouco mais de coragem, de valor, talvez não teria deixado ela para trás, não teria permitido que alguém que não a amava tanto quanto ele se apossasse dela.
Mas se fosse assim, teria sucumbido a todos os percalços. Teria lutado com os matadores de sua mãe, com os ladrões de sua inocência. Talvez não tivesse um futuro. Talvez morresse por ali mesmo.
Ele tinha a ídole dos justos, que esperam, que acreditam, que irão triunfar no final.
Eu não seria assim. Eu luto pelo que eu quero, pelo que eu acredito. Quando tenho forças, é claro.
A mentira, por exemplo, me tira totalmente as forças. Eu não acredito que exista gradações para a mentira. Não existe mentira pequena e ridícula. Só existe mentira.
Para a mentira, não existe motivação. Não existe mentira justa. Mentira é mentira.
Quando se mente, não se sabe nem quantas vezes mentiu. As vezes se mente de novo, só para afirmar que aquela foi a única vez.
Aquele menino merecia o prêmio maior, porque a vida lhe devia aquilo. Tudo aconteceu para que ele ganhasse o prêmio. As perguntas eram retalhos da sua vida.
Mas aquele menino não merecia o amor. Aquele menino recebeu um rosto talhado pela sua calma, pela sua ausência, pelo seu abandono do amor, pela sua falta de atitude no momento preciso, no momento necessário.
Aquele menino deixou acontecer. E em sendo assim, não poderia reclamar nada da vida.
Eu não sou assim.
É bom que se diga que ele é um cara determinado.
Desde pequeno sua determinação era notável.
Se fosse preciso se vestir de merda para ver seu herói ele o fazia.
E foi com essa determinação que ele alcançou seu amor, no final, bem no final.
Se tivesse um pouco mais de coragem, de valor, talvez não teria deixado ela para trás, não teria permitido que alguém que não a amava tanto quanto ele se apossasse dela.
Mas se fosse assim, teria sucumbido a todos os percalços. Teria lutado com os matadores de sua mãe, com os ladrões de sua inocência. Talvez não tivesse um futuro. Talvez morresse por ali mesmo.
Ele tinha a ídole dos justos, que esperam, que acreditam, que irão triunfar no final.
Eu não seria assim. Eu luto pelo que eu quero, pelo que eu acredito. Quando tenho forças, é claro.
A mentira, por exemplo, me tira totalmente as forças. Eu não acredito que exista gradações para a mentira. Não existe mentira pequena e ridícula. Só existe mentira.
Para a mentira, não existe motivação. Não existe mentira justa. Mentira é mentira.
Quando se mente, não se sabe nem quantas vezes mentiu. As vezes se mente de novo, só para afirmar que aquela foi a única vez.
Aquele menino merecia o prêmio maior, porque a vida lhe devia aquilo. Tudo aconteceu para que ele ganhasse o prêmio. As perguntas eram retalhos da sua vida.
Mas aquele menino não merecia o amor. Aquele menino recebeu um rosto talhado pela sua calma, pela sua ausência, pelo seu abandono do amor, pela sua falta de atitude no momento preciso, no momento necessário.
Aquele menino deixou acontecer. E em sendo assim, não poderia reclamar nada da vida.
Eu não sou assim.
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