domingo, 14 de dezembro de 2008

Matriz

"Quem sou eu
prá sufocar a solidão de sua boca
que hoje diz que é matriz e quase louca..."


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Sanidade

"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música".


Friedrich Nietzsche

domingo, 30 de novembro de 2008

Quando é que a gente envelhece?

Pergunta boba essa.
Claro que a gente começa a envelhecer quando nasce, e não para mais.

Mas, se todos envelhecemos ao mesmo tempo - porque o tempo é igual para todos - então estaremos todos com a mesma idade relativa. Eu sou mais velho que você 10 anos, e serão 10 anos até eu morrer, não é mesmo???

Nâo, não é assim.
Envelhecer não tem a ver com a idade cronológica. Eu posso ser mais velho do que você, e você ter mais idade que eu.

O conceito de envelhecer tem que ser entendido de outro modo. Ele está profundamente ligado ao motivo pelo qual estamos aqui. E estamos aqui para viver, viver intensamente. Se deixamos de viver, estamos envelhecendo. Se deixarmos de viver completamente, então estamos mortos em vida.

É como ir ao Shopping. Quando é que você sente que precisa ir embora? Quando não quer ver mais vitrines, entrar em lojas, observar pessoas.
Você já cansou de estar no shopping. Aí é hora de voltar para casa.
Envelhecer é a mesma coisa. É quando você cansa de viver.

Para viver construimos crenças e valores, que damos o nome de paradigmas.
Paradigmas são um conjunto de normas que estabelecem condições, limites para o nosso viver. Muito antes de serem coisas ruins, são facilitadores do nosso viver.

A arte de viver está em evoluir nos seus paradigmas.
Não podemos ainda insistir que mulher não sabe dirigir, que policial é profissão de homem, que o amor é uma condição hetero, que pessoas com mais de 40 anos estão velhas, que é correto matar em defesa da honra, que casamento é prá sempre, que filho tem que ter um pai, que o uso de células tronco é pecado ou que o corpo da mulher não lhe pertence e aborto é um ato criminoso.

Nós emprestamos nossos valores à sociedade que os processa e nos devolve em termos de paradigma. E a sociedade evolui, muda os paradigmas e nos convida a mudar também.
Quando não mudamos, quando ficamos apegados às verdades apodrecidas de realidades passadas, envelhecemos.

Precisamos estar atentos ao novo, ao que vem para mudar o mundo, a realidade. Se não damos conta de promover a mudança, sermos emissários de novos paradigmas, ao menos precisamos estar aberto para entendê-los e aceitá-los. Saber que tudo tem seu tempo debaixo do sol.

A vida está modificando a própria vida. Precisamos vir ver. Precisamos viver.
Ame, ame profundamente, ame sem distinção de tempo, de idade, de sexo, de religião, de cor.
Aceite as mudanças, contribua com elas.


Você ainda acha que filho tem que ter um pai? Pois lhe digo, filho tem que ter quem o ame. Esse será o seu pai.

Não acredita? Então, que a velhice lhe seja leve.

sábado, 29 de novembro de 2008

A cada dia que vivo....

"A cada dia que vivo, mais me convenço
de que o desperdício da vida está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca e que,
esquivando-nos do sofrimento,
perdemos também a felicidade."

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Toda forma de amor vale a pena

Que frase maluca.
Eu, de certa forma, tenho medo de expressões totalitárias. Dessas que começam com "Todas" ou, "Nenhuma".
Generalizou, tenho medo.

Mas, e quanto ao amor?
Será que toda forma de amor vale a pena??

A primeira questão é exatamente a do conceito do amor.
Prá mim, amor é conteúdo, sentimento, emoção.
Sendo conteúdo, o amor é a expressão da completude, da felicidade de duas pessoas. Sejam elas pais, filhos, amigos, amigas, homens ou mulheres.

O amor não se expressa pela forma. A forma é o veículo, o transporte, o envoltório.
O amor pode nascer na forma de uma relação entre pais e filhos, entre homens, mulheres e, também, entre homens e mulheres.
Por que somente os heteros se amam? O que lhes outorga tamanho direito ou condição?

Na verdade a relação de amor é entre seres humanos.
Independe de raça, credo, gênero, condição, IDADE ou cor.
Tentam vincular determinadas práticas à promiscuidade. O que é isso, gente?
Entendam que, entre quatro paredes, entre duas pessoas ADULTAS, com o consentimento de ambas, tudo é permitido.
O mundo já não comporta esse tipo de prática discriminatória. O mundo pede por coerência, maturidade, responsabilidade, igualdade e compaixão.

Amor algum é obsceno.
Obsceno é explorar o outro, fingir gostar, trair, iludir, "desalmar".
Obsceno é posar de liberal e esclarecido(a), fazendo distinção no conceito, quando ele se refere aos outros ou a alguém próximo(ou da família).
Obsceno é não ter caráter, não ter postura, não ter maturidade para tratar um tema desses com a amplitude que o conceito exige.

Deixar que a forma se imponha ao conteúdo é subverter a ordem natural.
Nunca ví ninguém produzir um sapato para caber numa caixa de fósforo. Ou o inverso, produzir fósforos para caber numa caixa de sapatos.

Amor é conteúdo e, em existindo, toda forma de amor que leve a esse conteúdo vale a pena.
Não é obsceno.
Obsceno mesmo, é não amar.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Volverine

Esse é um personagem incomum.
Incomum por ter uma armadura de adamandium. Só por isso.

Outra característica dele é se auto-curar.
Uma qualidade essencial nos dias de hoje.

Às vezes a gente mesmo se machuca, pensando em coisas improváveis, vivenciando expectativas de futuro.
Às vezes nos magoamos por esperar das pessoas atitudes que elas não têm obrigação de nos dar. Elas respondem aos estímulos da forma delas, não importa o que estejamos esperando acontecer.

Seja qual for a angústia, ela se parece com chicotadas na alma. Machucam mesmo.

Para resolver, na maioria das vezes, não queremos explicações, justificativas. Basta um pouco de carinho.
Uma coisa de mãe, daquelas atitudes que não fazem o menor sentido para curar a ferida, mas curam, porque acalmam o coração.
Um "Eu te amo" dito naquele momento em que estamos fragilizados, talvez um abraço, um beijo, uma troca de olhares, sei lá.
Todo mundo sabe como é, porque já fez ou já quis receber um remédio assim.

E quando o remédio não vem? Como resolver?
Eu faço assim: Me recolho prá dentro de mim e fico lambendo minhas feridas, cuidando dos machucados que as expectativas me trouxeram. Cuido de desmistificar as angústias.
E renasço, inteirinho, para mais um novo dia.
Pode não ser a melhor opção, mas é efetivo.

Eu sou igual ao Volverine.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Um jeito de ninar gente grande

Não tem nada de cantiga de ninar, nem de desmistificar Bicho Papão.
Gente grande não precisa disso mas, de vez em quando, é bom ser ninado.

A gente vai crescendo, irrompendo como adulto, como responsável, e vai deixando um monte de coisas boas para trás. Coisas ingênuas, é verdade. Mas coisas puras, limpas, coisas do coração.

Ser ninado é uma delas. E o que é isso?
É alguém planejar seu sono, melhorar seus sonhos.
É alguém demonstrar afeto, desapego.
É alguém se doar para você, porque quem nina não recebe carinho. Se doa, se entrega, lhe oferece o melhor dela.

Ontem eu fui ninado. Acordei já com saudades. Sonhei sonhos bons, de um futuro maravilhoso, onde duas vidas se completavam e seguiam juntas, compartilhando idéias, pensamentos, palavras e momentos. E fiz do meu sonho meu desejo. E prometi para mim mesmo que me dedicaria a realizar esse sonho.

Se você me perguntar se esse futuro irá se realizar, não tenho o que falar.
Certamente, não sei todas as respostas. Mas isso não importa. Também não sei todas as perguntas.
Viver é isso.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Para viver um grande amor

Não, não vou copiar Vinícius, nem complementá-lo.
Sou pequeno demais para me ousar como poeta, mas, digo a verdade, já entendo de grande amor.

E não são muitos que entendem. Porque, grande amor, não é fácil de achar.
Amores existem. Muitos amam. E amam várias vezes, várias pessoas. E isso é magnífico.
Mas, grande amor, é um só.


Não é fácil viver um grande amor.
Tudo é:
muita emoção,
muito medo,
muita insegurança (se acha que não, você ainda não viveu um grande amor),
muita vida acontecendo.

A primeira lição é muito fácil de entender. Vinícius já dizia:
" é preciso ser homem de uma só mulher"...."há que compenetrar-se da verdade, de que não existe amor sem fidelidade"...."é preciso sagrar-se cavalheiro, e ser de sua dama por inteiro".
Quer que resuma? Pois bem, Grande Amor é único. Não existe chance para a traição, para a enganação. É ela e pronto.

A segunda lição não é tão fácil de entender, mas nem por isso menos importante.
Preste atenção a essa regra, para que você não perca seu grande amor por besteiras. De novo, Vinícius:
"Para viver um grande amor é muito, muito importante VIVER SEMPRE JUNTO...", "É preciso um cuidado permanente, não só com o corpo mas com a mente, pois qualquer baixo seu, a amada sente - e esfria um pouco o amor."

Quer que eu aperte a tecla SAP? Pois bem:
Vocês estão unidos pela alma. Isso quer dizer que se percebem, se sentem além do que é normal sentir e perceber. O tremer da sua voz, a demora do seu contato, o suar do seu corpo, pode transmitir a ela insegurança, medo, desconfiança.

Então, esteja atento a tudo, seja só dela, íntegro e totalmente dela, pois "do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo".

Eu, de minha parte, estou aprendendo a lição.
Já errei, já sofri, já me redimi do erro, já provei ser seu, e faço isso a cada instante, a cada dia.

O que eu quero??? Eu quero fazer dela a minha eterna companheira.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Construir o mundo...

"Há pessoas que transformam o Sol numa simples mancha amarela.
Mas há, também, aquelas que fazem de uma simples mancha amarela, o próprio Sol."

Picasso

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O que eu quero...

"Quero ficar no seu corpo
Feito tatuagem
Que é prá te dar coragem
Prá seguir viagem
Quando a noite vem..."


Tatuagem - Chico Buarque

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O que eu gosto

Gosto quando você chega prá mim
com esse amor ...
com essa luz....
com essa vida.

Gosto quando você faz o mundo parar
a luz nascer
o céu estrelar
só para servir de cenário para você dizer
....Eu te amo!!!

Quando você emudece a voz
e seu corpo cola ao meu
e sua boca à minha
e meus sonhos aos seus
e tudo em mim ecoa ... Eu te amo!!!

Gosto, quando me torno menino
e em seu colo esqueço
de mim e de tudo
E minha alma sussura...
...Eu te amo!!!

Quando, refeitos do amor
com os corpos suados
nossos olhos se encontram
nossas bocas se colam
e o amor nos embala

E, gosto mais ainda quando
na noite curta
dessa vida longa
construimos a certeza
de que seremos eternos

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Sou "quase" feliz

Saltam pérolas dos meus olhos.... Te amo tanto....

Tantas lágrimas..... Te quero tanto....

Não queria ser assim...... Mas te adoro tanto...

Voam do meu peito brancos pássaros.... Te gosto tanto...

Louca corrida.... braços abertos....Gostaria de te abraçar tanto....

O vento... o rio.... a estrada.... Te amo tanto....

Salta-se do meu corpo sua imagem... Doce, bonita e nua.... Te quero tanto....

Prende-se ao meu corpo num estalo... boca a boca.... pernas nas pernas....coxas nas coxas... olhos nos olhos..... Te quero tanto.... tanto....

O tempo passando..... me consumindo da cabeça aos pés.... Te gosto tanto...

Eu te quero ter sempre mais.....No meu coração... No meu corpo.....Tua boca junto ao meu coração....

Fazer.... marcar um encontro que foge às regras de tantos jogos

Te amar....Te querer ter.... Te gostar tanto.....

Sou "quase" feliz.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Encontro Ideal

um flerte.
se gerar desejo, um beijo.
se houver química, uma noite.
se nascer o amor, uma vida.

Determinação

domingo, 9 de novembro de 2008

Desalento....

"Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz prá ela
Que eu entrego os pontos"


Desalento - Chico Buarque

O que restou

Meu coração passou a noite em claro, te esperando. Mas você não veio.
Não veio porque seu coração, talvez, já nem saiba mais onde estou.

Meu corpo ficou a espera do seu corpo para ser feliz. Mas você não veio.
Não veio porque seu corpo talvez já não precise do meu corpo para se aquecer.

Minha alma queria viver com sua alma, até o fim da eternidade. Mas você não veio.
Não veio porque sua alma já não acredita mais em nós.

Porisso é que hoje:
Existe um coração em desespero,
Um corpo em solidão,
Uma alma em desalinho.

O preço da vida

"O preço da vida se paga é vivendo, impávido, e recordando fiel o que dela foi dor ou contentamento.... Mais vale errar, se arrebentando, do que poupar-se para nada. O único clamor da vida é por mais vida bem vivida. Essa é, aqui e agora, a nossa parte. Depois, seremos matéria cósmica, sem memória de virtudes ou de gozos. Apagados, minerais. Para sempre mortos."
Darcy Ribeiro, Confissões

sábado, 8 de novembro de 2008

Benvinda

"Dono do abandono e da tristeza
Comunico oficialmente que há um lugar na minha mesa
Pode ser que você venha por mero favor, ou venha coberta de amor
Seja lá como for, venha sorrindo
Ah, benvinda, benvinda, benvinda
Que o luar está chamando, que os jardins estão florindo
Que eu estou sozinho
Cheio de anseio e de esperança, comunico a toda gente
Que há lugar na minha dança
Pode ser que você venha morar por aqui, ou venha pra se despedir
Não faz mal pode vir até mentindo
Ah, benvinda, benvinda, benvinda
Que o meu pinho está chorando, que o meu samba está pedindo
Que eu estou sozinho
Vem iluminar meu quarto escuro, vem entrando com o ar puro
Todo novo da manhã
Oh vem a minha estrela madrugada, vem a minha namorada
Vem amada, vem urgente, vem irmã
Benvinda, benvinda, benvinda
Que essa aurora está custando, que a cidade está dormindo
Que eu estou sozinho
Certo de estar perto da alegria, comunico finalmente
Que há lugar na poesia
Pode ser que você tenha um carinho para dar, ou venha pra se consolar
Mesmo assim pode entrar que é tempo ainda
Ah, benvinda, benvinda, benvinda
Ah, que bom que você veio, e você chegou tão linda
Eu não cantei em vão
Benvinda, benvinda, benvinda. benvinda, benvinda"


Letra e música de Chico Buarque

Se não fosse assim, não seria eu.

Tenho amigos de todos os tipos:
Alguns me cobram a expressão do meu sentimento. Uns, mais frios, acham que falta racionalidade no meu sentir. Outros, que sentem tanto quanto eu, usufruem a vida de uma maneira mais intensa. Há os que não se importam, e os que nem sabem que algo estava acontecendo.

As pessoas nos percebem como uma extensão do sentimento delas, da forma como encaram a vida. Estranham quanto constatam que não iremos agir do "jeito mais lógico", da "forma mais sensata", ou adotar "a única solução possível".

Em meio a um mar de normalidade e pragmatísmo, damos braçadas como um náufrago, tentando não deixar afogar o nosso sentimento, a nossa visão do mundo, a nossa forma de ver a vida.

Somos estranhos? Talvez. Diferentes? Possivelmente. Mas não estamos aqui para viver a vida dos outros. Não nascemos com uma procuração na mão, nos dando o direito ou a prerrogativa de viver a vida dos outros. Viver a nossa já está bom demais para uma encarnação.

Pessoas como nós vivem a vida intensamente, mas é na perda que nos damos conta da nossa real condição de humanos.
Podemos não sofrer (porque perder faz parte da vida), lamentar profundamente ou, fingir que não é com a gente.
Podemos acreditar que a culpa é do outro e, às vezes, até apostar que a outra parte está sofrendo mais do que nós, como se isso fosse algum gel reparador de contusões amorosas.

Mas o melhor é nos recolhermos, reviver emoções e lembranças, guardar frases e palavras, tudo isso lá no fundo do peito, junto com aqueles momentos que não gostaríamos que fossem levados pelo esquecimento.
Queremos dizer para nossos netos: - Amei! Amei muito. Teve um amor, uma vez, que.... e por aí vai. Netos adoram histórias de amor.

E ao nos reencontrar com a solidão, dizer: - Tô de volta, certos de que estamos protegidos, porque a solidão é um sentimento interno, invisível. Ninguém enxerga as ausências que a gente carrega.

Como bons anfitriões, vamos acompanhar o amor até a moradia do esquecimento, guardar o que de melhor existiu para contar aos netos, refletir sobre como foi, o que deu errado e, cresçer.
Cresçer como pessoa, como seres humanos para, mais uma vez, amar de novo, acreditar novamente. Porque a vida, a vida é um ir e vir constante.

Já lí por aí que "o destino do amor é a despedida". Mas a Maria Rita me diz que "o trem que chega é também o trem da partida. A vida se repete na estação". Então não é só despedida.

Eu sou assim, e meus amigos gostam de mim por eu ser assim.
Outros me toleram, me admiram ou lhes sou indiferente.

Mas, se eu não fosse assim, não seria eu, concorda???

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Quem?

Quem vai te levar para onde os sonhos podem ser tocados,
Onde o amor, intenso, lhe protege do desengano e da solidão?

Quem vai te aconchegar ao peito,
Quando seus dias forem tristes
Ou a ansiedade e a dor explodirem dentro de você?

Quem vai tocar seu corpo e nele colocar febre,
E mesmo no fogo que lhe queima,
fazer com que tudo seja suave, puro e divino?

Quem vai colorir seu sonho,
Acompanhar seu sono,
Cuidar de você prá você dormir?

Quem, na doce esperança de um futuro
Vai lhe dizer, com lágrima nos olhos,
Você é tudo prá mim?

O que é o amor?





clique no link do titulo.


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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Encontros e Despedidas

"Tem gente que chega prá ficar
Tem gente que vai prá nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar"

Encontros e Despedidas - Maria Rita

Não olhe prá trás...

Antes falamos de escolhas. Agora vamos falar de Olhar para trás.


Saiba que não olhar para trás não é ensinado ou, se é, vem como conselho.
E conselho é uma coisa esquisita. Prestamos atenção, mas não ouvimos.
Ouvimos, mas não praticamos.

Olhamos para trás porque sempre temos dúvidas ao decidir, e queremos acompanhar a alternativa desprezada para que ela, e não nós, afirme que escolhemos a opção correta.

Anota aí:
Nas escolhas, NUNCA devemos olhar para a alternativa desprezada.
Se não foi a que escolhemos, ela não existe mais.
Olhar para ela é nos amarrarmos ao sofrimento, ao arrependimento, à dor do que poderia ter sido, mas não foi.

Ao invés de apostarmos todas as nossas fichas na alternativa que escolhemos e FAZER dar certo, ficamos esperando que a opção desprezada julgue nossa decisão.

E vamos fazendo isso até que a dor
- que sempre acompanha essa situação - nos ensina que é melhor não olhar para o que ficou para trás.
Lembra da mulher de Ló ? Ló, sobrinho de Abraão, ganhou a oportunidade de sair com a família da cidade de Sodoma, que seria destruida por fogo e enxofre (Credo!).
E a mulher dele acreditou? Nada. Foi olhar para trás para conferir se a opção que Deus indicou era a mais certa. Pode???? Virou Estátua de Sal. Bem feito.

Que sorte a nossa, que sofremos um pouco, ganhamos algumas rugas, mas ficamos livres de virar tempero.


Decidir tanto é mais doloroso quanto maior for a importância da decisão. Em alguns momentos, as mudanças que nos chegam são tão estruturais, que mexem com nossas verdades. Quer alguns exemplos: Trocar de emprego, mudar de cidade, de país.
Isso tudo é muito difícil de decidir. Mas, decidindo, precisamos olhar para a opção escolhida, sempre.

E tem coisa pior que promover mudanças estruturais? Tem. Pode apostar que tem.
É voltar atrás numa decisão que, pensamos, era a mais acertada e correta.
Devemos rever uma decisão quando não estamos sendo felizes, ou ela não está nos trazendo paz, ou não está nos levando para uma condição melhor que a anterior.
Precisamos nos perdoar, ou perdoar alguém. Precisamos reconstruir caminhos, remexer sentimentos, voltar a acreditar.

O exercício do perdão é, certamente, uma das últimas lições da vida. O verdadeiro perdão é algo dificílimo de aprender.
Talvez seja por isso que tememos as escolhas, ficamos em relacionamentos que não dão certo, em empregos que nos oprimem.
Não é o medo de decidir. É o medo do perdão. Se errarmos, seremos perdoados?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Nossas Escolhas....

As escolhas são sempre nossas.

Podemos ler um livro, entrar num Blog, assistir à TV. A escolha é nossa.
Podemos concordar ou não com o que está ali sendo dito ou escrito.
Podemos achar que aquilo serve ou não para nós.
A escolha será sempre nossa.

Podemos nos esconder atrás de desculpas, da raiva, do rancor.
Ou podemos ir ao encontro da verdade, abrir o coração, dialogar de fato.

Podemos ficar esperando que nos liguem. Talvez até já o tenham feito, duas, três, quatro vezes.
Podemos nos desculpar que o celular estava perdido, sem bateria, ou até que não seremos entendidos ao conversar.

Podemos dar um tempo, achando que ele, o tempo, é o senhor da razão.

Podemos achar que todos sabem. Ou, talvez, os fatos ainda estejam no âmbito dos envolvidos, e somos nós quem, na ânsia da defesa, estamos espalhando versões.

Podemos criticar o discurso, podemos filosofar sobre o poder.

Podemos tudo, porque nossas escolhas é que irão tecer a trama do nosso destino.
Só não podemos é culpar os outros por nossas faltas.
Ou, talvez, possamos isso também. se a raiva e o orgulho não permitirem que a gente as enxergue a tempo.


São escolhas, né???

Não quero esquecer nada.....

Se eu pudesse tirar as coisas que trago no meu peito, eu não tiraria.
Se eu pudesse refazer tudo que foi feito, eu não mudaria nada.
Se eu tivesse o poder de parar o tempo, mudar o mundo, eu nada faria.

Porque é assim que deve ser.
Porque é de nós a razão e o erro, a verdade e o perdão, a luz ou as trevas.
Também é nossa a espera ou a coragem, o orgulho e o medo, o reencontro ou o adeus.
Podemos nos esquecer de nós justificados pela culpa de nossos defeitos, ou pela sobriedade de nossas virtudes.

Não tenho certeza de nada.
Mas, tenho certeza de que, por tanto amor,
se meu coração pudesse pensar, pararia.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Quem sou eu ?

Eu sou aquele a quem a vida ensinou na carne.
Sou quem lutou para construir princípios e valores. E se desesperou ao reconhecer que alguns não eram mais válidos, frente a novos paradigmas.

Eu sou aquele que procurou retidão, certeza e concretude para se firmar como humano.
E descobriu que para ser humano é necessário ser imperfeito, não contar com a certeza, "tortuar" por caminhos sombrios e se apoiar no vazio.

Eu sou aquele que prometeu amor infinito, e descobriu que o amor não prospera sem o perdão, a compreensão das diferenças e o diálogo como exercício do entendimento.

Eu sou quem se imaginava puro, e descobriu que o ser humano tanto é melhor quanto mais se mistura ao mundo, quanto menos espera dos outros e mais doa de si.

Eu sou quem se imaginava perfeito e aprendeu, com a vida, que os enganos acontecem, que as pessoas nos magoam. Que não fazem por mal ou propositadamente, mas o fazem porque também se imaginam perfeitas, e não estão dispostas a reconsiderar.

Eu sou aquele que buscava a união, mas descobriu que nada é eterno e duradouro, e que a união só existe enquanto você acreditar que ela exista. A confiança é a chave de tudo.

Eu sou aquele que se imaginava forte, até que a vida lhe tirou coisas valiosas. E que, no desespero, aprendeu que nada é para sempre. Que pessoas morrem e amores também.

Eu sou aquele que procurava afeto e aprendeu, na vida, que afeto não se compra, não se pede, não se espera. Afeto é dado quando merecemos. E mesmo quando merecemos, devemos estar diante de pessoas que o tenha para oferecer.

Sou quem sempre quis o certo, mas muitas vezes não foi feliz com ele. Quem aprendeu a deixar o coração se sobrepor à razão para que a felicidade tivesse alguma chance de se fazer presente. Mas sou também aquele que fez valer a razão quando a felicidade já não mais existia.

Eu sou o resultado das minhas escolhas, das minhas mágoas, dos meus amores.
Eu sou um ser em mutação, em construção, em desalinho.
Eu sou eu, determinado e perseverante, na busca do melhor de mim.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Prá valer a pena...

Todos queremos uma relação.
Muitos a querem a qualquer preço, a qualquer custo.
Outros não. Querem uma relação que valha a pena.

Uma relação que não seja fruto de uma necessidade minha ou sua.
Que não seja remédio para frustrações, solidão ou desengano.
Que não seja antídoto para amores perdidos.
Que não seja a oportunidade para o sexo fácil, grátis, sem compromisso.

Quero uma relação que seja a oportunidade para eu exercitar o sentimento do amor.
Que seja palco para eu ensaiar o melhor de mim.
Que seja a motivação para os meus versos, minha poesia.
Que seja a realidade dos meus sonhos, a expressão dos meus melhores desejos.

Quero aprender muito de você.
Manter o seu corpo junto ao meu, trocar suores e carinhos.
Quero o seu hálito, o seu fogo, seu desejo de amor e de sexo.
Serei seu conforto, seu porto seguro, sua opção de descanso.
Serei sua paz.

E quando formos tudo isso.
Não serei mais eu e nem será você.
Seremos nós.
E a nossa individualidade será somente.
O esteio de nós dois.

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Doa-se um coração pronto para amar.
Procura-se uma casinha para morar.
Entrega-se carinho e afeto.
Espera-se receber o mesmo.
Produz-se beijos e loucuras.
Necessita-se de liberdade e desvarios.
Oferece-se companhia.
Procura-se caminhar de mãos dadas.
Oferta-se dois olhos castanhos.
Procura-se lábios rosa ou carmin.
Vende-se uma samambaia em flor
Procura-se quem, junto comigo, queira produzir amor.

sábado, 1 de novembro de 2008

Vida

"Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara muitas vezes"!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!

Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" pra ser insignificante."


Augusto Branco

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Duas Faces

"O destino fatal que une casais que não se amam
também aparta, cruelmente, os que não ousaram se fazer iguais."

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Não digas nada

"Não digas nada!
Nem mesmo a verdade.
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender.
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada!
Deixa esquecer.

Talvez que amanhã,
Em outra paisagem,
Diga que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada.
Mas ali fui feliz,
Não digas nada!"


Fernando Pessoa

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Vende-se Casa

Coloquei a casa a venda.
Há quem não acreditasse que eu tomaria essa decisão.
Pois é, tomei.

A casa é muito confortável e espaçosa.
Daqui, a lua nascendo é um convite ao vinho, ao aconchego, ao amor.
De manhã, o sol nem pede licença para entrar, mas antes, pede aos passarinhos que anunciem a sua chegada.
As romãs, amoras, pitangas e o figo cuidam de dar um sentido de vida fluindo, de coisas acontecendo, de compotas e geléias da minha mãe.
Perto daqui tem muito verde, muita água. E é só virar à esquerda para se sentir o vento e curtir as trilhas com a bike.
O condomínio é muito seguro, com vigilância constante, e a gente sente que os perigos estão longe daqui.

Mas alguma coisa mudou.
De repente, os muros do condomínio já não dividem espaços. Sinto que passaram a dividir o tempo.
E o que antes era dentro e fora, passou a ser passado e futuro. E o futuro, pelo que tudo indica, está para além dessas paredes.

Não dá mais para ficar aqui. Vou me mudar de mim.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Deixa Fluir 4 - O aprendizado

“ Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém.

Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.

Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.

Aprendi que se pode passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.

Que posso usar o meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.

Eu aprendi...Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida.

Que por mais que se corte uma pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.

Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência.

Mas, aprendi também que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.

Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles.

Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.

Aprendi que perdoar exige muita prática.

Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.

Aprendi... Que em alguns momentos difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.

Aprendi que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel.

Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.

Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso.

Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.

Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.

Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto;

Aprendi que numa briga preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver.

Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.

Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.

Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.

Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.

Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.

E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.

Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.

Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.”

William Shakespeare

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Deixa Fluir 2 - O Retorno

É bom fechar os olhos e sentir que o amor habita em nós. E que a pessoa amada é, exatamente, aquela que escolhemos para amar.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Frases Oportunas 4

Navegar é preciso???? Viver , não, é preciso.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Frases Oportunas 2

"O amor nasce do conhecimento mútuo e se fortalece na compreensão das diferenças" Gabriel Garcia Marques

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Frases Oportunas

O mundo está cheio de indiferentes, mas eu não ligo.

O que o mundo precisa é de mais gênios humildes. Hoje restam poucos de nós.

sábado, 19 de janeiro de 2008

De tudo, ao meu amor serei atento

Recebi por esses dias uma apresentação sobre a Terra e sua perspectiva em relação a outros planetas e estrelas. Para encurtar a conversa, em determinadas situações a Terra não passa de um pixel - coisa ínfima - quando comparada a algumas estrelas.

Tudo no universo faz parte de um móbile, um grande móbile. Mesmo que não saibamos, vejamos ou desejamos, uma estrela que se desloque alguns quilômetros de sua posição atual pode alterar todo o equilíbrio desse universo, e a Terra pode ser literalmente “sugada” pela força que essa pequena aproximação pode causar.

E o que somos, o que representamos nisso tudo? Nada? Menos que nada? Não pode ser. Mas, em muitas das vezes, é assim que nos sentimos: pouco ou nada. Indefesos e insignificantes até que, tenhamos dentro de nós o sentimento de amor.

Amor por alguém, amor por nós mesmos, amor pela vida, pelo mundo, pelo outro. O amor nos consola, nos multiplica, divinifica nossas ações. Com amor, e por amor, aceitamos as tribulações, resolvemos os problemas, superamos obstáculos, ampliamos a própria noção de nós mesmos, do mundo, do universo.

Estive um dia desses com um grande amor. Conversamos e a química que tanto nos fez superar obstáculos para ficarmos juntos ainda se fazia presente. Relembramos momentos que não acreditávamos termos passado e superado juntos. Relemos bilhetes de amor, de promessa, de futuro. Foi um encontro de gratidão com a vida, com o que vale a pena. Foi uma renovação da fé na vida e no amor.

O amor se processa em tudo. Num telefonema que recebo e que nem percebo os quase 90 minutos que ficamos conversando. E ela sempre dizendo que minha vida está ótima, que sou um felizardo. “Seu amor é a minha cura, é doce paixão” como diz a Claudinha do Babado Novo. Acho que nunca falei isso pra ela, mas vou dizer, para que ela saiba o quanto ela e o que ela faz e diz é importante para mim.

Há uns dias, logo na segunda dezena de dezembro homenageei uma pessoa muito importante numa fase da minha vida. Pensei muito antes de o fazer, afinal já havia se passado alguns anos. Mas nem eu mesmo tinha me dado conta do tanto que havia amado, fato que só reconheci há pouco tempo, fazendo uma revisão na minha história. A gente tem essas coisas de tentar negar o amor, né? Pois é, me enchi de coragem, me preparei para não receber nenhuma manifestação da outra parte (até garanti para ela que não precisava) e fui à luta. Homenagear o amor é uma coisa fantástica. Foi muito bom para mim, além de ter conseguido resgatar o sentimento em toda a sua intensidade. Não sei o que isso representou para ela porque não recebi nenhum retorno, mas me senti em paz e honesto com o meu coração.

Precisamos disso, de estarmos atentos ao amor. Não só à pessoa amada, mas ao sentimento de amar. Estar atento ao amor. Amor de mãe, de irmão, de amigo, amor de um dia, amor para a vida toda.

Nas férias, estive com meu irmão exatamente resgatando esse amor que nossas personalidades nem sempre cuidaram de preservar. Foi muito bom. Nos respeitamos e garantimos que, além das maneiras de viver, dos pontos de vista, das percepções diferentes de mundo, somos irmãos, temos um sentimento comum de amor e reconhecemos que ele, o amor, deve estar acima de tudo. Pronto! Estamos em paz. E isso resgata também todo o propósito de vida que nossa mãe sempre colocou para nós: Amar a vida e vivermos bem entre nós, nos respeitando e nos apoiando mutuamente.

Hoje estou na casa de minha irmã. Aqui, ela se desdobra para que eu me sinta bem, para que eu me sinta em casa. E é assim que me sinto aqui. Em casa, acolhido, aceito, em paz. E muito mais que a presença dela, o amor que nos une garante que seremos eternos um para o outro.

E então? E se Antares resolver dar uma aproximada da Terra? Fazer o que, né? Devemos é estar cientes de que nossa vida vale a pena, por cada segundo que vivemos, por cada pensamento que produzimos, por cada gesto que expressamos. E se o amor estiver no nosso propósito tudo isso será verdade porque, naturalmente, cada pedaço nosso estará refletindo nossa essência.

 
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