sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Da minha certeza
confio que você os conheça.
Belos, floridos, ou mais.
Calmos, suaves, ou não.
Tortuosos, áridos, sombrios,
não sei mesmo o que será.
Confio,
porque sei quem somos,
o que podemos juntos,
e do que são feitos
os elos que nos unem.
sábado, 13 de junho de 2009
Passagem das Horas
como num cofre que se não pode fechar de tão cheio,
todos os lugares onde estive,
todos os portos a que cheguei,
todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
ou de tombadilhos, sonhando.
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero".
Fernando Pessoa
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Um jeito de ninar gente grande
Gente grande não precisa disso mas, de vez em quando, é bom ser ninado.
A gente vai crescendo, irrompendo como adulto, como responsável, e vai deixando um monte de coisas boas para trás. Coisas ingênuas, é verdade. Mas coisas puras, limpas, coisas do coração.
Ser ninado é uma delas. E o que é isso?
É alguém planejar seu sono, melhorar seus sonhos.
É alguém demonstrar afeto, desapego.
É alguém se doar para você, porque quem nina não recebe carinho. Se doa, se entrega, lhe oferece o melhor dela.
Ontem eu fui ninado. Acordei já com saudades. Sonhei sonhos bons, de um futuro maravilhoso, onde duas vidas se completavam e seguiam juntas, compartilhando idéias, pensamentos, palavras e momentos. E fiz do meu sonho meu desejo. E prometi para mim mesmo que me dedicaria a realizar esse sonho.
Se você me perguntar se esse futuro irá se realizar, não tenho o que falar.
Certamente, não sei todas as respostas. Mas isso não importa. Também não sei todas as perguntas.
Viver é isso.
domingo, 9 de novembro de 2008
O preço da vida
Darcy Ribeiro, Confissões
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Nossas Escolhas....
Podemos ler um livro, entrar num Blog, assistir à TV. A escolha é nossa.
Podemos concordar ou não com o que está ali sendo dito ou escrito.
Podemos achar que aquilo serve ou não para nós.
A escolha será sempre nossa.
Podemos nos esconder atrás de desculpas, da raiva, do rancor.
Ou podemos ir ao encontro da verdade, abrir o coração, dialogar de fato.
Podemos ficar esperando que nos liguem. Talvez até já o tenham feito, duas, três, quatro vezes.
Podemos nos desculpar que o celular estava perdido, sem bateria, ou até que não seremos entendidos ao conversar.
Podemos dar um tempo, achando que ele, o tempo, é o senhor da razão.
Podemos achar que todos sabem. Ou, talvez, os fatos ainda estejam no âmbito dos envolvidos, e somos nós quem, na ânsia da defesa, estamos espalhando versões.
Podemos criticar o discurso, podemos filosofar sobre o poder.
Podemos tudo, porque nossas escolhas é que irão tecer a trama do nosso destino.
Só não podemos é culpar os outros por nossas faltas.
Ou, talvez, possamos isso também. se a raiva e o orgulho não permitirem que a gente as enxergue a tempo.
São escolhas, né???
Não quero esquecer nada.....
Se eu pudesse refazer tudo que foi feito, eu não mudaria nada.
Se eu tivesse o poder de parar o tempo, mudar o mundo, eu nada faria.
Porque é assim que deve ser.
Porque é de nós a razão e o erro, a verdade e o perdão, a luz ou as trevas.
Também é nossa a espera ou a coragem, o orgulho e o medo, o reencontro ou o adeus.
Podemos nos esquecer de nós justificados pela culpa de nossos defeitos, ou pela sobriedade de nossas virtudes.
Não tenho certeza de nada.
Mas, tenho certeza de que, por tanto amor,
se meu coração pudesse pensar, pararia.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Duas Faces
também aparta, cruelmente, os que não ousaram se fazer iguais."
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Deixa Fluir 4 - O aprendizado
“ Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém.
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.
Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.
Aprendi que se pode passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.
Que posso usar o meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.
Eu aprendi...Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida.
Que por mais que se corte uma pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.
Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência.
Mas, aprendi também que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.
Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles.
Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.
Aprendi que perdoar exige muita prática.
Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.
Aprendi... Que em alguns momentos difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.
Aprendi que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel.
Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.
Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso.
Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.
Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.
Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto;
Aprendi que numa briga preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver.
Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.
Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.
Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.
Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.
Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.
E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.
Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.
Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.”
William Shakespeare
sábado, 19 de janeiro de 2008
De tudo, ao meu amor serei atento
Recebi por esses dias uma apresentação sobre a Terra e sua perspectiva em relação a outros planetas e estrelas. Para encurtar a conversa, em determinadas situações a Terra não passa de um pixel - coisa ínfima - quando comparada a algumas estrelas.
Tudo no universo faz parte de um móbile, um grande móbile. Mesmo que não saibamos, vejamos ou desejamos, uma estrela que se desloque alguns quilômetros de sua posição atual pode alterar todo o equilíbrio desse universo, e a Terra pode ser literalmente “sugada” pela força que essa pequena aproximação pode causar.
E o que somos, o que representamos nisso tudo? Nada? Menos que nada? Não pode ser. Mas, em muitas das vezes, é assim que nos sentimos: pouco ou nada. Indefesos e insignificantes até que, tenhamos dentro de nós o sentimento de amor.
Amor por alguém, amor por nós mesmos, amor pela vida, pelo mundo, pelo outro. O amor nos consola, nos multiplica, divinifica nossas ações. Com amor, e por amor, aceitamos as tribulações, resolvemos os problemas, superamos obstáculos, ampliamos a própria noção de nós mesmos, do mundo, do universo.
Estive um dia desses com um grande amor. Conversamos e a química que tanto nos fez superar obstáculos para ficarmos juntos ainda se fazia presente. Relembramos momentos que não acreditávamos termos passado e superado juntos. Relemos bilhetes de amor, de promessa, de futuro. Foi um encontro de gratidão com a vida, com o que vale a pena. Foi uma renovação da fé na vida e no amor.
O amor se processa em tudo. Num telefonema que recebo e que nem percebo os quase 90 minutos que ficamos conversando. E ela sempre dizendo que minha vida está ótima, que sou um felizardo. “Seu amor é a minha cura, é doce paixão” como diz a Claudinha do Babado Novo. Acho que nunca falei isso pra ela, mas vou dizer, para que ela saiba o quanto ela e o que ela faz e diz é importante para mim.
Há uns dias, logo na segunda dezena de dezembro homenageei uma pessoa muito importante numa fase da minha vida. Pensei muito antes de o fazer, afinal já havia se passado alguns anos. Mas nem eu mesmo tinha me dado conta do tanto que havia amado, fato que só reconheci há pouco tempo, fazendo uma revisão na minha história. A gente tem essas coisas de tentar negar o amor, né? Pois é, me enchi de coragem, me preparei para não receber nenhuma manifestação da outra parte (até garanti para ela que não precisava) e fui à luta. Homenagear o amor é uma coisa fantástica. Foi muito bom para mim, além de ter conseguido resgatar o sentimento em toda a sua intensidade. Não sei o que isso representou para ela porque não recebi nenhum retorno, mas me senti em paz e honesto com o meu coração.
Precisamos disso, de estarmos atentos ao amor. Não só à pessoa amada, mas ao sentimento de amar. Estar atento ao amor. Amor de mãe, de irmão, de amigo, amor de um dia, amor para a vida toda.
Nas férias, estive com meu irmão exatamente resgatando esse amor que nossas personalidades nem sempre cuidaram de preservar. Foi muito bom. Nos respeitamos e garantimos que, além das maneiras de viver, dos pontos de vista, das percepções diferentes de mundo, somos irmãos, temos um sentimento comum de amor e reconhecemos que ele, o amor, deve estar acima de tudo. Pronto! Estamos em paz. E isso resgata também todo o propósito de vida que nossa mãe sempre colocou para nós: Amar a vida e vivermos bem entre nós, nos respeitando e nos apoiando mutuamente.
Hoje estou na casa de minha irmã. Aqui, ela se desdobra para que eu me sinta bem, para que eu me sinta em casa. E é assim que me sinto aqui. Em casa, acolhido, aceito, em paz. E muito mais que a presença dela, o amor que nos une garante que seremos eternos um para o outro.
E então? E se Antares resolver dar uma aproximada da Terra? Fazer o que, né? Devemos é estar cientes de que nossa vida vale a pena, por cada segundo que vivemos, por cada pensamento que produzimos, por cada gesto que expressamos. E se o amor estiver no nosso propósito tudo isso será verdade porque, naturalmente, cada pedaço nosso estará refletindo nossa essência.
