terça-feira, 15 de setembro de 2015

Da estranha arte de perdoar

Estou eu aqui, acordado, às 5 da manhã, pensando
em como posso fazer para me perdoar.

Claro! Uma atitude egoista.
Egoista como foi depender de alguém e esquecê-la, quase que completamente,
quando passei a me sentir realizado.
Prá não ser injusto também comigo, o esquecimento tinha duas características:
Ela estava sob a guarda de pessoas queridas e de confiança;
Eu até tentei, mas não tinha como tê-la perto de mim naquele instante.

Agora me vem a condição de julgar a situação e me posicionar.
Não tenho como. Não tinha os olhos na situação.

Perdoar?
O que e a quem?
Perdoar a mim pela distância e falta de zêlo? Pela confiança excessiva?
Por uma fatalidade que pode ter sido prevista e premeditada?
Pela índole de alguém?
Não tenho como fazer isso.

Posso sim, recebê-la de volta, de braços abertos.
Posso dobrar meu carinho. Posso conviver com minha falta.
Posso olhar para ela e não esquecer do acontecido.
Posso deixar também que outros não esqueçam, quando olharem prá mim.

E fica cada um com sua falta, com sua culpa, com sua história.
E ninguém saberá mesmo o que houve, a não ser quem, pelo momento e motivação,
sabe realmente o que fez.

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