terça-feira, 18 de novembro de 2008
Construir o mundo...
Mas há, também, aquelas que fazem de uma simples mancha amarela, o próprio Sol."
Picasso
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
O que eu quero...
Feito tatuagem
Que é prá te dar coragem
Prá seguir viagem
Quando a noite vem..."
Tatuagem - Chico Buarque
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
O que eu gosto
com esse amor ...
com essa luz....
com essa vida.
Gosto quando você faz o mundo parar
a luz nascer
o céu estrelar
só para servir de cenário para você dizer
....Eu te amo!!!
Quando você emudece a voz
e seu corpo cola ao meu
e sua boca à minha
e meus sonhos aos seus
e tudo em mim ecoa ... Eu te amo!!!
Gosto, quando me torno menino
e em seu colo esqueço
de mim e de tudo
E minha alma sussura...
...Eu te amo!!!
Quando, refeitos do amor
com os corpos suados
nossos olhos se encontram
nossas bocas se colam
e o amor nos embala
E, gosto mais ainda quando
na noite curta
dessa vida longa
construimos a certeza
de que seremos eternos
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Sou "quase" feliz
Tantas lágrimas..... Te quero tanto....
Não queria ser assim...... Mas te adoro tanto...
Voam do meu peito brancos pássaros.... Te gosto tanto...
Louca corrida.... braços abertos....Gostaria de te abraçar tanto....
O vento... o rio.... a estrada.... Te amo tanto....
Salta-se do meu corpo sua imagem... Doce, bonita e nua.... Te quero tanto....
Prende-se ao meu corpo num estalo... boca a boca.... pernas nas pernas....coxas nas coxas... olhos nos olhos..... Te quero tanto.... tanto....
O tempo passando..... me consumindo da cabeça aos pés.... Te gosto tanto...
Eu te quero ter sempre mais.....No meu coração... No meu corpo.....Tua boca junto ao meu coração....
Fazer.... marcar um encontro que foge às regras de tantos jogos
Te amar....Te querer ter.... Te gostar tanto.....
Sou "quase" feliz.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Encontro Ideal
se gerar desejo, um beijo.
se houver química, uma noite.
se nascer o amor, uma vida.
domingo, 9 de novembro de 2008
Desalento....
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz prá ela
Que eu entrego os pontos"
Desalento - Chico Buarque
O que restou
Não veio porque seu coração, talvez, já nem saiba mais onde estou.
Meu corpo ficou a espera do seu corpo para ser feliz. Mas você não veio.
Não veio porque seu corpo talvez já não precise do meu corpo para se aquecer.
Minha alma queria viver com sua alma, até o fim da eternidade. Mas você não veio.
Não veio porque sua alma já não acredita mais em nós.
Porisso é que hoje:
Existe um coração em desespero,
Um corpo em solidão,
Uma alma em desalinho.
O preço da vida
Darcy Ribeiro, Confissões
sábado, 8 de novembro de 2008
Benvinda
Comunico oficialmente que há um lugar na minha mesa
Pode ser que você venha por mero favor, ou venha coberta de amor
Seja lá como for, venha sorrindo
Ah, benvinda, benvinda, benvinda
Que o luar está chamando, que os jardins estão florindo
Que eu estou sozinho
Cheio de anseio e de esperança, comunico a toda gente
Que há lugar na minha dança
Pode ser que você venha morar por aqui, ou venha pra se despedir
Não faz mal pode vir até mentindo
Ah, benvinda, benvinda, benvinda
Que o meu pinho está chorando, que o meu samba está pedindo
Que eu estou sozinho
Vem iluminar meu quarto escuro, vem entrando com o ar puro
Todo novo da manhã
Oh vem a minha estrela madrugada, vem a minha namorada
Vem amada, vem urgente, vem irmã
Benvinda, benvinda, benvinda
Que essa aurora está custando, que a cidade está dormindo
Que eu estou sozinho
Certo de estar perto da alegria, comunico finalmente
Que há lugar na poesia
Pode ser que você tenha um carinho para dar, ou venha pra se consolar
Mesmo assim pode entrar que é tempo ainda
Ah, benvinda, benvinda, benvinda
Ah, que bom que você veio, e você chegou tão linda
Eu não cantei em vão
Benvinda, benvinda, benvinda. benvinda, benvinda"
Letra e música de Chico Buarque
Se não fosse assim, não seria eu.
Alguns me cobram a expressão do meu sentimento. Uns, mais frios, acham que falta racionalidade no meu sentir. Outros, que sentem tanto quanto eu, usufruem a vida de uma maneira mais intensa. Há os que não se importam, e os que nem sabem que algo estava acontecendo.
As pessoas nos percebem como uma extensão do sentimento delas, da forma como encaram a vida. Estranham quanto constatam que não iremos agir do "jeito mais lógico", da "forma mais sensata", ou adotar "a única solução possível".
Em meio a um mar de normalidade e pragmatísmo, damos braçadas como um náufrago, tentando não deixar afogar o nosso sentimento, a nossa visão do mundo, a nossa forma de ver a vida.
Somos estranhos? Talvez. Diferentes? Possivelmente. Mas não estamos aqui para viver a vida dos outros. Não nascemos com uma procuração na mão, nos dando o direito ou a prerrogativa de viver a vida dos outros. Viver a nossa já está bom demais para uma encarnação.
Pessoas como nós vivem a vida intensamente, mas é na perda que nos damos conta da nossa real condição de humanos.
Podemos não sofrer (porque perder faz parte da vida), lamentar profundamente ou, fingir que não é com a gente.
Podemos acreditar que a culpa é do outro e, às vezes, até apostar que a outra parte está sofrendo mais do que nós, como se isso fosse algum gel reparador de contusões amorosas.
Mas o melhor é nos recolhermos, reviver emoções e lembranças, guardar frases e palavras, tudo isso lá no fundo do peito, junto com aqueles momentos que não gostaríamos que fossem levados pelo esquecimento.
Queremos dizer para nossos netos: - Amei! Amei muito. Teve um amor, uma vez, que.... e por aí vai. Netos adoram histórias de amor.
E ao nos reencontrar com a solidão, dizer: - Tô de volta, certos de que estamos protegidos, porque a solidão é um sentimento interno, invisível. Ninguém enxerga as ausências que a gente carrega.
Como bons anfitriões, vamos acompanhar o amor até a moradia do esquecimento, guardar o que de melhor existiu para contar aos netos, refletir sobre como foi, o que deu errado e, cresçer.
Cresçer como pessoa, como seres humanos para, mais uma vez, amar de novo, acreditar novamente. Porque a vida, a vida é um ir e vir constante.
Já lí por aí que "o destino do amor é a despedida". Mas a Maria Rita me diz que "o trem que chega é também o trem da partida. A vida se repete na estação". Então não é só despedida.
Eu sou assim, e meus amigos gostam de mim por eu ser assim.
Outros me toleram, me admiram ou lhes sou indiferente.
Mas, se eu não fosse assim, não seria eu, concorda???
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Quem?
Onde o amor, intenso, lhe protege do desengano e da solidão?
Quem vai te aconchegar ao peito,
Quando seus dias forem tristes
Ou a ansiedade e a dor explodirem dentro de você?
Quem vai tocar seu corpo e nele colocar febre,
E mesmo no fogo que lhe queima,
fazer com que tudo seja suave, puro e divino?
Quem vai colorir seu sonho,
Acompanhar seu sono,
Cuidar de você prá você dormir?
Quem, na doce esperança de um futuro
Vai lhe dizer, com lágrima nos olhos,
Você é tudo prá mim?
O que é o amor?
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Encontros e Despedidas
Tem gente que vai prá nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar"
Encontros e Despedidas - Maria Rita
Não olhe prá trás...
Antes falamos de escolhas. Agora vamos falar de Olhar para trás.
Saiba que não olhar para trás não é ensinado ou, se é, vem como conselho.
E conselho é uma coisa esquisita. Prestamos atenção, mas não ouvimos.
Ouvimos, mas não praticamos.
Olhamos para trás porque sempre temos dúvidas ao decidir, e queremos acompanhar a alternativa desprezada para que ela, e não nós, afirme que escolhemos a opção correta.
Anota aí:
Nas escolhas, NUNCA devemos olhar para a alternativa desprezada.
Se não foi a que escolhemos, ela não existe mais.
Olhar para ela é nos amarrarmos ao sofrimento, ao arrependimento, à dor do que poderia ter sido, mas não foi.
Ao invés de apostarmos todas as nossas fichas na alternativa que escolhemos e FAZER dar certo, ficamos esperando que a opção desprezada julgue nossa decisão.
E vamos fazendo isso até que a dor - que sempre acompanha essa situação - nos ensina que é melhor não olhar para o que ficou para trás.
Lembra da mulher de Ló ? Ló, sobrinho de Abraão, ganhou a oportunidade de sair com a família da cidade de Sodoma, que seria destruida por fogo e enxofre (Credo!).
E a mulher dele acreditou? Nada. Foi olhar para trás para conferir se a opção que Deus indicou era a mais certa. Pode???? Virou Estátua de Sal. Bem feito.
Que sorte a nossa, que sofremos um pouco, ganhamos algumas rugas, mas ficamos livres de virar tempero.
Decidir tanto é mais doloroso quanto maior for a importância da decisão. Em alguns momentos, as mudanças que nos chegam são tão estruturais, que mexem com nossas verdades. Quer alguns exemplos: Trocar de emprego, mudar de cidade, de país.
Isso tudo é muito difícil de decidir. Mas, decidindo, precisamos olhar para a opção escolhida, sempre.
E tem coisa pior que promover mudanças estruturais? Tem. Pode apostar que tem.
É voltar atrás numa decisão que, pensamos, era a mais acertada e correta.
Devemos rever uma decisão quando não estamos sendo felizes, ou ela não está nos trazendo paz, ou não está nos levando para uma condição melhor que a anterior.
Precisamos nos perdoar, ou perdoar alguém. Precisamos reconstruir caminhos, remexer sentimentos, voltar a acreditar.
O exercício do perdão é, certamente, uma das últimas lições da vida. O verdadeiro perdão é algo dificílimo de aprender.
Talvez seja por isso que tememos as escolhas, ficamos em relacionamentos que não dão certo, em empregos que nos oprimem.
Não é o medo de decidir. É o medo do perdão. Se errarmos, seremos perdoados?

